Pequim acusa Estados Unidos de sabotagem em laços com Cuba após sanções
O governo da China classificou como sabotagem as novas sanções impostas pelos Estados Unidos a Cuba. Anunciadas, as medidas atingem, pela primeira vez, empresas chinesas acusadas de fornecer equipamentos de defesa e sistemas de segurança à ilha caribenha.
A nova rodada de restrições tem como alvo setores estratégicos como petróleo e tecnologia. A iniciativa reflete a estratégia de pressão econômica adotada por Washington contra a gestão cubana, gerando forte reação diplomática na Ásia.
Reação de Pequim e empresas atingidas
Entre as companhias penalizadas estão as empresas de eletrônicos CEIEC e Beijing H&C Technologies. O governo americano sustenta que ambas forneceram materiais de defesa e sistemas tecnológicos essenciais para a segurança de Cuba.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, afirmou que o país se opõe de maneira veemente à interferência estrangeira. Segundo o representante, Pequim adotará todas as medidas necessárias para proteger os legítimos interesses de suas corporações no exterior.
Impacto da crise energética e sanções
Desde o início do ano, os Estados Unidos impuseram duras restrições e um bloqueio de petróleo contra Cuba. As sanções aprofundaram a crise econômica na ilha, provocando apagões generalizados, escassez severa de combustíveis e falta de produtos básicos para a população.
A tensão diplomática ocorre em um cenário de forte polarização internacional. Para mais detalhes sobre as relações diplomáticas globais, acesse a cobertura do portal de notícias internacional e acompanhe os desdobramentos geopolíticos.
Fonte: cartacapital.com.br