Ministério da Saúde incorpora bezafibrato no SUS para tratar doença hepática

O Ministério da Saúde oficializou a incorporação do bezafibrato ao SUS (Sistema Único de Saúde) para o tratamento da colangite biliar primária. A medida foi formalizada no Diário Oficial da União, trazendo novas perspectivas terapêuticas para pacientes que dependem da rede pública de atendimento.
A portaria estabelece que as áreas técnicas competentes possuem um prazo máximo de 180 dias para viabilizar e efetivar a distribuição do fármaco em todo o território nacional. A decisão técnica foi assinada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, após análises conduzidas pela Conitec.
Entendendo a colangite biliar primária
A condição tratada pelo novo medicamento é uma enfermidade autoimune crônica e rara que acomete diretamente o fígado. O processo patológico ocorre quando o sistema de defesa do organismo passa a atacar os pequenos ductos biliares, estruturas fundamentais para o transporte da bile.
Com a destruição progressiva desses canais, a bile acumula-se no órgão, gerando inflamação severa e lesões hepáticas significativas. Sem o devido manejo, o quadro pode evoluir para fibrose, cirrose e insuficiência hepática, impactando drasticamente a qualidade de vida dos enfermos.
Sintomas e perfil dos pacientes afetados
A enfermidade manifesta-se predominantemente em mulheres, com maior incidência a partir dos 40 anos de idade. Entre as queixas clínicas mais frequentes relatadas pelos pacientes encontram-se o cansaço persistente, coceira generalizada na pele, além de ressecamento nos olhos e na boca.
Em diversos casos, a doença permanece assintomática durante anos, sendo descoberta ocasionalmente por meio de exames laboratoriais de rotina. Embora não exista cura definitiva, o tratamento adequado visa desacelerar o avanço das lesões e prevenir complicações graves.
Ampliação das alternativas terapêuticas
A chegada do medicamento representa um avanço importante na assistência médica pública, ampliando as alternativas disponíveis para o controle da enfermidade. A disponibilização na rede oficial garante acesso facilitado a tratamentos antes restritos ou de alto custo para a população.
Fonte: poder360.com.br