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Flávio Bolsonaro aciona Justiça contra diretor da Polícia Federal por suposta interferência eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou, neste domingo (11.out.2026), uma notícia-crime junto à Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ação questiona a conduta do chefe da corporação durante o 1º turno das eleições, sob a alegação de que a divulgação de uma investigação sobre suposta influência estrangeira no pleito brasileiro teria configurado interferência indevida no processo democrático.

Questionamentos sobre a atuação da Polícia Federal no pleito

A controvérsia central gira em torno de uma entrevista coletiva concedida por Andrei Rodrigues no dia da votação. Na ocasião, o diretor-geral informou que a Polícia Federal havia recebido uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) e iniciado uma apuração preliminar sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Segundo a defesa de Flávio Bolsonaro, a exposição pública do caso no momento em que os eleitores se dirigiam às urnas teria favorecido indevidamente o PT.

O documento apresentado à Justiça Eleitoral solicita que o Ministério Público Eleitoral assuma a condução ou a supervisão do caso. Os advogados do senador requerem a obtenção de documentos oficiais da AGU, da própria Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), além da realização de um depoimento formal de Rodrigues para esclarecer os critérios que motivaram a divulgação das informações naquele momento específico.

Origem da investigação e o papel da AGU

A apuração da Polícia Federal teve como ponto de partida uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian. O texto abordava a destinação de US$ 1 milhão pelo governo norte-americano a um projeto voltado a contestar decisões do Supremo Tribunal Federal. A AGU, sob a gestão de Jorge Messias, encaminhou o caso às autoridades competentes para verificar possíveis irregularidades no financiamento estrangeiro de iniciativas políticas no país.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, reforçou a medida ao comentar o tema em suas redes sociais, sugerindo que existiam projetos políticos no Brasil que buscavam respaldo externo para confrontar a República. Essa manifestação foi interpretada pela campanha de Flávio Bolsonaro como uma insinuação direta contra o candidato, visando associá-lo a uma suposta interferência internacional no resultado das urnas.

Desfecho da apuração e posicionamento do TSE

Ainda no dia do pleito, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, declarou publicamente que não existiam indicativos concretos de interferência internacional no processo eleitoral. A Polícia Federal acabou arquivando a apuração preliminar apenas 3 dias após o início das investigações. A corporação concluiu que não havia elementos mínimos de autoria ou materialidade que justificassem a instauração de um inquérito formal.

Fonte: poder360.com.br

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