Os que não sabem perder não merecem ganhar, afirma Marco Aurélio de Carvalho
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha do presidente Lula em São Paulo, criticou as alegações de Flávio Bolsonaro após o segundo turno. O candidato do PL não reconheceu o desfecho do pleito e levantou questionamentos contestados por aliados governistas.
Em declaração repercutida pelo portal CartaCapital, o jurista pontuou que o respeito às regras institucionais é inegociável na política brasileira. A manifestação ocorreu em meio a debates públicos sobre o funcionamento do sistema eleitoral e a legitimidade das urnas.
Reação à contestação do pleito
Para o coordenador, a recusa em aceitar a derrota enfraquece os princípios constitucionais. Em uma disputa de proporções continentais, a alternância de poder depende exclusivamente da contagem legítima dos votos emitidos pela população.
Aos críticos que levantaram suspeitas sem evidências técnicas, a resposta veio de forma direta. Faltou apoio popular nas urnas para a chapa oposicionista, encerrando qualquer margem para questionamentos golpistas sobre o resultado oficial divulgado pela Justiça Eleitoral.
Respeito ao sistema eleitoral brasileiro
O advogado, que também integra o Grupo Prerrogativas, lembrou que o próprio processo democrático garantiu espaço expressivo para a oposição. Diversos parlamentares conservadores conquistaram cadeiras importantes tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.
Ignorar o equilíbrio de forças resultante das urnas representa um ataque às instituições. A estabilidade política do país depende da aceitação pacífica dos veredictos populares, independentemente de preferências partidárias ou disputas ideológicas acirradas.
Balanço oficial da votação nacional
Com a apuração encerrada em cem por cento das urnas, Lula consolidou a vitória ao atingir 51,79% dos sufrágios válidos, totalizando 64.256.232 apoios. O adversário Flávio Bolsonaro alcançou 48,21%, correspondendo a 59.826.041 eleitores.
Os números refletem uma polarização acentuada, mas reafirmam a validade jurídica do processo gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral. A diferença numérica sepultou narrativas de fraude e impôs o reconhecimento da soberania popular.
Fonte: cartacapital.com.br