Cidades

Acessibilidade em Iporá segue pendente cinco anos após determinação judicial no lago

A Prefeitura de Iporá enfrenta um impasse administrativo que se arrasta por meia década. Mesmo após uma ordem judicial que exigia intervenções imediatas, a orla do Lago Pôr do Sol, um dos principais cartões-postais da cidade, permanece sem as adequações de acessibilidade necessárias para garantir o direito de ir e vir de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

A situação foi confirmada após uma inspeção técnica, que revelou um cenário de descumprimento das normas vigentes. O levantamento apontou falhas críticas em diversos pontos estratégicos do espaço público, evidenciando a falta de prioridade na execução das melhorias estruturais exigidas pela Justiça.

Irregularidades estruturais na orla do Lago Pôr do Sol

A vistoria realizada no local identificou uma série de obstáculos que impedem o acesso pleno dos cidadãos. Entre os problemas apontados estão a ausência de vagas de estacionamento devidamente sinalizadas e adaptadas, além de rampas que não atendem aos critérios técnicos de inclinação e segurança.

Além das vias de circulação, os equipamentos de lazer também apresentam barreiras físicas. Quiosques e banheiros públicos, essenciais para o uso da população, não possuem as adaptações necessárias para atender pessoas com deficiência, tornando o ambiente excludente e em desacordo com a legislação de acessibilidade.

Determinação judicial e prazos para adequação

Diante da persistência das irregularidades, o Poder Judiciário estabeleceu um cronograma rigoroso para o município. A prefeitura foi notificada a implementar medidas de segurança imediatas no local, visando mitigar os riscos e garantir o acesso básico aos frequentadores do parque.

Além das ações emergenciais, a Justiça determinou a apresentação de um plano detalhado para a conclusão definitiva das obras. O prazo estipulado para o cumprimento das exigências é de 30 dias, período no qual a administração municipal deverá comprovar o início das intervenções estruturais exigidas pelo Ministério Público de Goiás.

Fonte: maisgoias.com.br

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