Bolsa desaba após vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2026
O mercado reagiu com forte desvalorização em praticamente todos os setores da Bolsa brasileira nesta 2ª feira, 26 de outubro de 2026, depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento ocorreu no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo, 25 de outubro, quando Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro.
A reação negativa dos investidores provocou uma queda expressiva de 13,88% no Ibovespa, principal índice da B3, que encerrou o dia aos 176.608,23 pontos. Paralelamente, o dólar avançou 8,21%, cotado a R$ 5,4029, refletindo o clima de cautela e a reavaliação de riscos por parte dos agentes financeiros do mercado.
Impacto generalizado no varejo e na construção civil
O levantamento de 77 ativos mostra que a pressão vendedora não ficou restrita a um segmento específico da economia nacional. Das empresas analisadas na Bolsa de Valores de São Paulo, 72 registraram perdas expressivas, enquanto apenas 5 apresentaram valorização ao longo da sessão.
O varejo concentrou algumas das maiores desvalorizações do pregão, com quedas acentuadas em marcas populares. O setor imobiliário também registrou perdas generalizadas devido à alta dos juros futuros, que encarecem o crédito e reduzem a capacidade de financiamento das famílias.
Setores de saúde, educação e bancos penalizados
As empresas de saúde estiveram entre as mais penalizadas pelos investidores nesta sessão histórica. Na educação, todas as companhias listadas no levantamento apresentaram forte desvalorização refletindo o cenário adverso.
O setor financeiro também foi atingido em cheio pela onda de pessimismo. Instituições tradicionais e a própria B3 registraram perdas severas em suas cotações, acompanhando a tendência de baixa generalizada do Ibovespa.
Energia, indústria e exceções de alta no pregão
A onda de vendas alcançou empresas de energia elétrica, petróleo, siderurgia e saneamento básico. No entanto, apesar da predominância absoluta de quedas, um grupo seleto de companhias conseguiu escapar da pressão vendedora.
Empresas exportadoras ou com receitas vinculadas à moeda norte-americana registraram valorização. Esse comportamento demonstra que companhias expostas ao mercado externo encontraram proteção na alta do dólar para mitigar os efeitos da turbulência doméstica.
Fonte: poder360.com.br