POLÍCIA

Ricardo Nunes comenta prisão de Milton Leite e defende responsabilidade individual

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou-se publicamente sobre a prisão do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), ocorrida na última sexta-feira, 18. Em declaração feita durante a abertura da Virada Esportiva, no Pacaembu, o chefe do Executivo municipal enfatizou que cada indivíduo deve responder por seus próprios atos perante a Justiça.

Posicionamento do prefeito sobre o aliado

Ao abordar a situação de seu aliado político, que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo, Nunes adotou uma postura de distanciamento institucional. O prefeito ressaltou que, embora possua uma base de apoio composta por diversos partidos, não pode ser responsabilizado pelas ações individuais de seus aliados. Segundo o gestor, o processo judicial garantirá ao ex-vereador o direito ao contraditório e à ampla defesa.

“A gente não tem como se responsabilizar, não querendo fazer uma incriminação antecipada, porque o Milton vai ter toda condição de provar sua inocência ou o Ministério Público provar o contrário”, afirmou o prefeito. Nunes reforçou que a palavra final sobre o caso caberá ao Poder Judiciário, mantendo o foco na tramitação legal do inquérito.

Contexto da operação e investigação

A prisão de Milton Leite está inserida em uma operação policial que investiga a suposta infiltração da facção criminosa PCC no sistema de transporte público da capital paulista. O ex-vereador se entregou às autoridades na tarde de sexta-feira, em uma delegacia localizada em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Após passar por uma audiência de custódia no sábado, 19, a prisão temporária do político foi mantida. Durante o procedimento no Fórum de Mogi das Cruzes, Leite apresentou um quadro de mal-estar, supostamente relacionado a um pico de pressão alta, e recebeu atendimento médico antes de ser encaminhado à Cadeia Pública instalada no 1° Distrito Policial da cidade.

Relações políticas e desdobramentos

O prefeito Ricardo Nunes afirmou não ter mantido contato com o ex-vereador ou com seus familiares desde o cumprimento do mandado de prisão. A proximidade entre ambos era notória, dado que Alexandre Leite, filho de Milton, ocupou o cargo de secretário de Relações Institucionais da prefeitura até março deste ano, saindo para disputar uma vaga como deputado federal.

O caso segue sob análise do Ministério Público, que busca esclarecer a extensão das conexões entre agentes políticos e o crime organizado no setor de transportes. A repercussão do episódio impõe um novo desafio à gestão municipal, que tenta isolar as investigações criminais da rotina administrativa da cidade.

Fonte: cartacapital.com.br

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