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Tarcísio de Freitas questiona Lula após revelações sobre financiamento de documentário

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), utilizou suas redes sociais na última sexta-feira (9.out.2026) para confrontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O questionamento surge na esteira de uma reportagem da revista Veja, que trouxe a público um áudio atribuído a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, mencionando supostas transações financeiras envolvendo o chefe do Executivo.

Em um vídeo publicado na plataforma X, o governador paulista estabeleceu um paralelo entre a denúncia atual e escândalos históricos que marcaram gestões petistas, citando casos como o Mensalão, o Petrolão, a Lava Jato e irregularidades no INSS. Tarcísio de Freitas ironizou a postura de desconhecimento frequentemente adotada pelo presidente diante de controvérsias, cobrando explicações diretas sobre o suposto financiamento de um documentário sobre a trajetória de Lula.

Contexto das denúncias e o papel do Banco Master

A reportagem da Veja aponta que Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula para viabilizar o documentário Lula, dirigido por Oliver Stone e Rob Wilson, lançado em 2024. O material jornalístico sugere que o montante estaria vinculado a negociações intermediadas pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, visando facilitar o acesso do Banco Master a recursos de fundos de pensão de estatais.

A defesa de Vorcaro, representada pelo advogado Daniel Bialski, confirmou a autenticidade da voz do banqueiro no áudio, embora tenha ressalvado desconhecer as circunstâncias da gravação. Em contrapartida, outros advogados do empresário, Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz, repudiaram a divulgação de supostos anexos de uma colaboração premiada que, segundo eles, jamais foi celebrada.

Reações do governo e apurações oficiais

A campanha de Lula reagiu prontamente, classificando as informações como uma “peça eleitoral irresponsável” e uma “farsa”. Em nota oficial, a coligação Brasil Pronto Para Mais negou que o presidente tenha solicitado ou recebido qualquer vantagem financeira de Vorcaro, anunciando que tomará medidas judiciais contra a publicação. O ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, também negou qualquer vínculo ou reunião com o banqueiro, reiterando que a entidade não participou da captação de recursos para o filme.

Órgãos de controle também se manifestaram sobre o caso. A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria Geral da República (PGR) informaram que Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor descrito pela revista, nem entregou documentos à instituição. Segundo as autoridades, as propostas de colaboração apresentadas pela defesa foram recusadas por não cumprirem os requisitos legais exigidos.

Busca por perícia e desdobramentos eleitorais

Diante da repercussão, advogados ligados ao grupo Prerrogativas, como Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, solicitaram à Polícia Federal uma perícia técnica urgente no áudio. O objetivo é verificar a existência de edições, montagens ou o uso de inteligência artificial na peça sonora, levantando a suspeita de uma tentativa de interferência no segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro.

A equipe de produção do documentário, liderada por Oliver Stone, reforçou as negativas, afirmando que o filme nunca recebeu aportes do Banco Master ou de empresas associadas ao ex-banqueiro. O caso segue sob observação, enquanto o debate político se intensifica a poucos dias do pleito. Mais detalhes sobre a cronologia dos fatos podem ser acompanhados através da cobertura do Poder360.

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