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Simone Tebet cobra explicações de Flávio Bolsonaro sobre relação com Banco Master

Em ato de campanha realizado nesta sexta-feira (18.set.2026) no centro de Guarulhos, em São Paulo, a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) subiu o tom contra o adversário político Flávio Bolsonaro (PL). Durante o evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Tebet exigiu que o candidato à Presidência esclareça publicamente sua relação com o Banco Master e com o fundador da instituição, Daniel Vorcaro.

A ex-ministra afirmou que o postulante ao Planalto não possui condições de seguir com sua agenda eleitoral sem prestar contas sobre o suposto envolvimento com o banco. Tebet questionou diretamente o destino de R$ 130 milhões que teriam sido solicitados ao banqueiro, classificando o caso como um dos maiores esquemas de corrupção do país.

Exigência de transparência e críticas à oposição

Durante seu discurso, Tebet reforçou a necessidade de clareza diante do eleitorado. Ela declarou que o grupo político de Flávio Bolsonaro busca projetar uma imagem de retidão, enquanto estaria, segundo ela, profundamente ligado a irregularidades financeiras. A candidata convocou os presentes a manterem o foco na fiscalização desses recursos e na conduta do senador.

Além das críticas ao adversário, a candidata aproveitou o palanque para defender as políticas econômicas da atual gestão. Ela destacou a manutenção do salário mínimo acima da inflação e a isenção de impostos sobre a cesta básica, medidas que, segundo ela, contrastam com a agenda de Flávio Bolsonaro, a quem acusou de pretender revisar a reforma tributária já em vigor.

Investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse

O embate político ocorre em um momento em que Flávio Bolsonaro enfrenta escrutínio judicial. Em maio de 2026, a divulgação de áudios e mensagens de WhatsApp revelou negociações entre o senador e Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse. O material levantou suspeitas sobre a origem e a finalidade dos valores negociados.

Como consequência das revelações, o Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu o senador no rol de investigados. O inquérito, autorizado pelo ministro André Mendonça em julho, busca apurar a possível prática de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Até o momento, a defesa de Flávio Bolsonaro nega qualquer ilegalidade nos repasses financeiros relacionados à produção cinematográfica.

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