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Rogério Marinho sinaliza diálogo com ministros do STF após o fim do segundo turno

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (6.out.2026) que a possibilidade de estabelecer um canal de diálogo com ministros do Supremo Tribunal Federal não está descartada. Segundo o parlamentar, conversas com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino podem ocorrer, desde que o processo eleitoral seja concluído.

A declaração foi feita após uma reunião entre Marinho e o presidente do STF, Edson Fachin. O senador enfatizou que, embora mantenha uma postura aberta ao diálogo institucional, o momento atual exige cautela devido à disputa política em curso no país.

Condições para a interlocução com o Judiciário

Marinho justificou a postergação das conversas ao citar o que classificou como um viés político predominante nas ações de determinados magistrados. Para o líder da oposição, a prioridade no momento é aguardar o encerramento do segundo turno para evitar ruídos ou interpretações equivocadas sobre a natureza dos contatos com a cúpula do Judiciário.

“A minha preocupação é com interlocução com o Judiciário. Não me nego a conversar com eles, mas eu acho que, nesse momento, vou deixar passar o processo eleitoral para procurá-los oportunamente, se for o caso, mas quando passar o processo político”, declarou o senador em entrevista coletiva.

Preocupações sobre a atuação no Tribunal Superior Eleitoral

Durante o encontro com Edson Fachin, o coordenador de campanha levou formalmente o descontentamento do grupo político com o que descreveu como uma “interferência continuada” de ministros do Supremo no Tribunal Superior Eleitoral. A crítica foi direcionada nominalmente aos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes.

O senador reforçou que o objetivo da visita ao presidente da Corte foi levar a preocupação da campanha sobre a condução e a imparcialidade do processo eleitoral. A postura de Marinho reflete a estratégia da oposição em manter a pressão sobre o STF enquanto busca, simultaneamente, preservar os canais de comunicação institucional com a cúpula do Poder Judiciário brasileiro, conforme detalhado pelo Supremo Tribunal Federal.

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