POLÍCIA

PT notifica Meta após bloqueio de anúncios da campanha de Lula

A coligação “Brasil pronto pra mais”, que sustenta a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, formalizou nesta quinta-feira, 24, uma notificação extrajudicial contra a Meta. O movimento ocorre após a plataforma restringir a conta de anúncios do petista e desabilitar temporariamente seu perfil oficial, gerando um impasse a apenas 10 dias do primeiro turno das eleições de 2026.

A equipe jurídica da campanha argumenta que a interrupção das atividades digitais foi realizada de forma unilateral e sem justificativas técnicas claras. Segundo os advogados, a medida impossibilita a veiculação de novos materiais publicitários, criando um desequilíbrio na disputa eleitoral em um momento decisivo para a comunicação com o eleitorado.

Notificação e exigências da coligação à Meta

No documento enviado à empresa controladora do Facebook e do Instagram, a coligação exige o restabelecimento imediato da conta denominada “Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente”. O prazo estipulado pelos representantes legais para a normalização do acesso é de seis horas, com a solicitação adicional de revisão humana sobre o conteúdo bloqueado.

A representação enviada à plataforma enfatiza que o ambiente digital funciona como a principal praça pública de debates na atualidade. Para o PT, a moderação de conteúdo feita de maneira imotivada representa um risco direto à lisura do pleito e à soberania popular, ao impedir que o candidato dialogue livremente com seus eleitores.

Resposta da plataforma e justificativas técnicas

Em um comunicado inicial enviado à campanha, a Meta limitou-se a informar que a conta estaria impedida de veicular anúncios por não seguir as diretrizes da rede social. A empresa não detalhou quais regras teriam sido violadas, mas indicou que a campanha poderia solicitar uma nova análise caso considerasse que houve um erro na aplicação das políticas de uso.

A falta de transparência sobre os motivos específicos da restrição é um dos pontos centrais da reclamação petista. A campanha sustenta que, sem uma explicação objetiva, fica inviabilizada a correção de eventuais inconsistências, o que reforça a tese de prejuízo incalculável ao candidato e favorecimento indireto a adversários políticos.

Possível judicialização no Tribunal Superior Eleitoral

Caso a Meta não atenda à solicitação de desbloqueio, a coligação sinalizou que levará o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A estratégia jurídica visa garantir a paridade de armas, um princípio fundamental do Direito Eleitoral que busca assegurar condições iguais de competição entre todos os postulantes aos cargos públicos.

A preocupação com a censura ou limitação de perfis em período eleitoral é tratada pela coligação como uma questão de extrema gravidade. O partido reforça que a desativação de canais oficiais, a menos de 11 dias para a votação, cria um cenário de incertezas que pode comprometer a integridade do processo democrático brasileiro.

Fonte: jornalopcao.com.br

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