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Ana Elisa alerta para riscos democráticos e defende nova estratégia do PT no segundo turno

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) manifestou, nesta quinta-feira (8.out.2026), preocupações contundentes sobre o cenário eleitoral brasileiro. Em declarações à imprensa, a parlamentar afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República representaria uma ameaça à estabilidade democrática, sugerindo que o bolsonarismo poderia consolidar sua influência no país por um período superior a três décadas.

Para a petista, o momento é decisivo para o futuro político do Brasil. Segundo Ana Elisa, o resultado das urnas neste segundo turno definirá se o movimento político associado ao ex-presidente terá fôlego para se perpetuar ou se será contido. A deputada argumenta que a rejeição ao PT, frequentemente alimentada pelo antipetismo, tem obscurecido a avaliação crítica do eleitorado sobre a trajetória e as alianças políticas do senador Flávio Bolsonaro.

Controvérsias e foco no debate pessoal

A estratégia de comunicação da campanha petista, na visão da deputada, deve confrontar diretamente o histórico do candidato do PL. Ana Elisa mencionou episódios que, segundo ela, precisam ser amplamente debatidos, como as relações do senador com milícias, interações com o empresário Daniel Vorcaro e o apoio jurídico a um policial envolvido na morte de uma criança em uma comunidade. Embora prefira um embate focado em propostas econômicas e sociais, a parlamentar reconhece que a polarização atual impõe a necessidade de um debate mais pessoal sobre os candidatos.

Mobilização em Minas Gerais e na internet

No âmbito da organização eleitoral, Ana Elisa defende uma ofensiva em duas frentes principais. A primeira envolve a conquista de votos de eleitores que optaram por nomes da terceira via no primeiro turno, como Renan Santos e Augusto Cury. A segunda prioridade é a recuperação de bases eleitorais tradicionais em Minas Gerais, onde o desempenho petista ficou abaixo das expectativas iniciais. A deputada planeja intensificar suas viagens pelo estado para dialogar diretamente com o eleitorado.

A parlamentar também destacou a importância do ambiente digital, atribuindo cerca de 90% de sua própria votação à atuação nas redes sociais. Ela elogiou a iniciativa do deputado federal André Janones (Rede-MG) na criação de canais de mobilização via WhatsApp e incentivou que a campanha de Lula explore formatos mais informais, como vídeos em estilo selfie, para aumentar a proximidade com o público.

Segurança e ataques sofridos

Durante o processo eleitoral, Ana Elisa relatou ter sido vítima de ataques coordenados, que incluíram ofensas racistas, machistas e ameaças de violência física. A parlamentar afirmou que teve dados pessoais, como endereço e telefone, expostos publicamente. Diante da gravidade das intimidações, o PT em Minas Gerais, com o apoio de lideranças como o deputado federal Rogério Correia, estruturou um esquema de segurança e escolta para garantir a integridade física da deputada durante seus compromissos de campanha. Mais informações sobre o pleito podem ser acompanhadas no portal Poder360.

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