EUA preparam novas denúncias contra Maduro e Cilia Flores por tortura de americanos
O governo do presidente Donald Trump articula a apresentação de novas acusações criminais contra Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, nos Estados Unidos. A movimentação judicial, prevista para ocorrer ainda nesta semana, foca na responsabilização do casal por supostos atos de tortura cometidos contra cidadãos norte-americanos mantidos sob custódia em território venezuelano.
A ofensiva jurídica não deve se restringir apenas aos líderes do regime chavista. Promotores federais dos Estados Unidos conduzem uma análise detalhada para incluir outros integrantes da cúpula do governo venezuelano que teriam participado diretamente ou autorizado as práticas de violência contra detentos estrangeiros. A medida intensifica a pressão diplomática e judicial sobre os remanescentes da administração anterior.
Contexto da prisão e mudanças no poder venezuelano
Desde o dia 3 de janeiro de 2026, Nicolás Maduro encontra-se sob custódia em solo norte-americano. O ex-presidente foi capturado em uma operação conduzida por forças militares dos Estados Unidos em Caracas e, logo após a detenção, foi transferido para o país, onde aguarda os desdobramentos dos processos judiciais em curso.
Com a saída forçada de Maduro do poder, a liderança da Venezuela foi assumida pela ex-vice-presidente Delcy Rodríguez. A transição marcou uma mudança significativa na postura do governo interino, que tem buscado uma aproximação estratégica com a administração de Donald Trump, visando a estabilização política e econômica do país através de novos acordos bilaterais.
Acordos energéticos e controle de reservas
Um dos pilares da nova relação entre Caracas e Washington é um robusto acordo no setor de energia, com validade estabelecida para os próximos 25 anos. O pacto prevê um incremento expressivo na capacidade produtiva da Venezuela, com a meta de elevar a extração de petróleo bruto para 1,5 milhão de barris por dia (bpd).
Além da meta de produção, o entendimento garante aos Estados Unidos o controle sobre 65 bilhões de barris das reservas petrolíferas venezuelanas. Este volume equivale a aproximadamente um quinto de todo o potencial de reservas do país, consolidando uma parceria comercial de longo prazo que altera a dinâmica geopolítica na região, conforme detalhado em informações da Diário da Manhã.
Fonte: dm.com.br