Polícia Civil de São Paulo prende novamente o vereador Senival Moura
A Polícia Civil de São Paulo efetuou a nova prisão do vereador Senival Moura, que havia pedido afastamento temporário do PT. A detenção ocorreu após recursos do Ministério Público contra a soltura anterior concedida pela Justiça.
As investigações apontam suspeitas de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e suposto esquema de lavagem de dinheiro no sistema de transporte público da capital paulista, conforme dados divulgados pela CartaCapital.
Operação conjunta e alvos da investigação
A operação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). No total, cinco pessoas foram detidas durante a ação policial recente na capital paulista.
As autoridades expediram sete mandados de prisão preventiva. Dois investigados permanecem foragidos e continuam sendo procurados pelas equipes de segurança pública do estado.
Ligação com a empresa Transunião
Os alvos da operação possuem vínculos com a empresa Transunião, que é apontada pelas autoridades como sendo administrada por membros do crime organizado. A investigação aponta o uso de pessoas interpostas para ocultar a influência na estrutura societária.
Durante as diligências realizadas ao longo do inquérito, agentes apreenderam somas em dinheiro em espécie, veículos de luxo, relógios e joias. Os bens confiscados incluem automóveis de marcas como Porsche e BMW.
Histórico do inquérito e desdobramentos
O vereador Senival Moura havia sido detido inicialmente em 25 de junho durante a Operação Última Parada. O inquérito policial foi concluído com o oferecimento de denúncia contra vinte e uma pessoas à Justiça paulista.
As prisões preventivas dos principais investigados haviam sido inicialmente vedadas em decorrência do período eleitoral. Após o andamento dos recursos judiciais, as detenções foram cumpridas nesta quarta-feira.
Fonte: cartacapital.com.br