POLÍCIA

Operação da Polícia Civil apura esquema de fraude para furar fila de cirurgias do SUS em Goiás

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta sexta-feira (17/7), a Operação Paciente VIP para investigar um suposto esquema de fraude no sistema de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a corporação, pacientes de Caiapônia, no oeste goiano, teriam conseguido prioridade na realização de cirurgias após serem inseridos irregularmente em pedidos registrados por secretarias municipais de saúde de outras cidades.

A ação foi coordenada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) da 20ª Delegacia Regional de Polícia. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Caiapônia, Goiânia e Brazabrantes. Durante a operação, policiais recolheram documentos, celulares e equipamentos eletrônicos que serão periciados para identificar a participação dos investigados e esclarecer como o esquema funcionava.

Ao todo, nove pessoas são investigadas: cinco pacientes que teriam sido beneficiados e quatro suspeitos de inserir informações falsas no sistema de regulação, entre eles um médico. A Polícia Civil também apura a possível participação de outras pessoas no esquema.

Cirurgias eletivas eram registradas como casos de urgência
De acordo com a investigação, os pacientes solicitaram inicialmente cirurgias pelo fluxo regular do SUS e foram classificados para procedimentos eletivos. Posteriormente, porém, passaram a constar em novos pedidos cadastrados por municípios diferentes daquele onde residiam, desta vez como casos de urgência ou emergência, o que teria permitido que fossem atendidos antes de outros usuários da fila.

O delegado Ramon Queiroz afirmou que, até o momento, não há indícios de pagamento para obtenção da prioridade. Segundo Queiroz, a principal linha de investigação aponta para a existência de influência política. “Possivelmente, até agora, a polícia entende que eles conseguiam isso simplesmente através de um apoio político. Procuravam algum político que conseguisse, então, burlar esse sistema”, afirmou.


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