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Marcha da Maconha reúne manifestantes em Brasília para defender a legalização

Cerca de 200 pessoas se reuniram neste domingo (20.set.2026) no Eixão do Lazer Norte, em Brasília, para a 18ª edição da Marcha da Maconha no Distrito Federal. O ato, que ocupou um dos principais espaços de circulação da capital, teve como pauta central a defesa da legalização da cannabis e a ampliação do debate sobre políticas de drogas no Brasil.

A manifestação ocorre em um momento de transformações regulatórias e jurídicas significativas no país. Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ampliou as diretrizes para produtos derivados da planta, estabelecendo novas regras para o cultivo voltado a finalidades medicinais, farmacêuticas e científicas. O cenário também foi impactado pela decisão do STF em 2024, que determinou que o porte de maconha para consumo pessoal não configura crime.

Pautas e reivindicações da Marcha da Maconha

Os organizadores do movimento reforçaram a necessidade de avançar para além das mudanças já conquistadas. Entre as principais bandeiras levantadas pelos participantes estão a efetiva descriminalização da substância e a garantia do direito ao autocultivo, visto como uma forma de autonomia para os usuários e pacientes.

O grupo também direcionou críticas aos impactos sociais da atual política de proibição. Segundo os manifestantes, o modelo vigente recai de forma desproporcional sobre a população negra e periférica. Além disso, o movimento defende que qualquer futura regulamentação do mercado de cannabis no Brasil deve evitar a concentração de poder nas mãos de grandes empresas, garantindo um acesso democrático à planta.

Contexto regulatório e o cenário atual

O debate sobre a cannabis no Brasil tem ganhado novos contornos com a flexibilização do acesso a tratamentos medicinais. A atuação da Anvisa tem sido fundamental para destravar pesquisas e permitir que produtos à base de canabinoides cheguem a pacientes que necessitam de terapias específicas.

A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o porte para consumo pessoal também alterou a dinâmica das abordagens policiais e o tratamento jurídico dado aos usuários. Com a 18ª edição realizada em Brasília, o movimento busca manter a pressão política para que as discussões sobre o tema continuem avançando no Legislativo e no Judiciário, focando em direitos individuais e justiça social.

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