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Manaus enfrenta crise ambiental com ar em níveis críticos pelo terceiro dia

A capital do Amazonas, Manaus, iniciou este sábado (10) sob um denso manto de fumaça, marcando o terceiro dia consecutivo em que a qualidade do ar na cidade é classificada como péssima. O monitoramento realizado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), confirmou a deterioração das condições atmosféricas, que impactam diretamente a rotina e a saúde dos moradores.

Agravamento dos índices de poluição e suspensão de serviços

A situação atingiu patamares preocupantes nas primeiras horas do dia. Por volta das 6h deste sábado, o índice de material particulado alcançou 209 µg/m³, um valor significativamente superior ao limite de 25 µg/m³, considerado o teto para uma qualidade do ar aceitável. Na sexta-feira (9), a Prefeitura de Manaus já havia determinado a suspensão de atividades escolares e o funcionamento de órgãos municipais como medida de proteção diante dos 196,4 µg/m³ registrados anteriormente.

Medidas de proteção e recomendações da Defesa Civil

Diante do cenário, a Defesa Civil do Amazonas intensificou as orientações à população por meio de alertas enviados aos dispositivos móveis. A recomendação principal é evitar a exposição prolongada ao ar livre e o uso obrigatório de máscaras de proteção ao transitar pelas vias públicas. Instituições de ensino superior também adotaram o protocolo de interrupção de atividades presenciais para resguardar a comunidade acadêmica.

Resposta governamental e o combate aos incêndios

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática informou que mantém ações permanentes de monitoramento e combate aos focos de incêndio. Segundo a pasta, o Ibama já extinguiu 229 incêndios no estado e atua no controle de outros 20 pontos ativos. O reforço logístico anunciado inclui o envio de seis aeronaves adicionais e o suporte de 290 brigadistas para auxiliar nas operações de contenção.

Contexto legislativo e desafios na fiscalização

O Governo do Amazonas instituiu, no mês passado, um decreto que proíbe o uso de fogo para limpeza ou manejo de áreas pelo período de 120 dias. O tema gerou embates políticos, com autoridades locais cobrando maior efetividade nas políticas públicas nacionais para conter as queimadas que se originam no interior do estado. Para mais detalhes sobre as ações de monitoramento, consulte o portal oficial do Ibama.

Riscos à saúde e expansão da estrutura de combate

A exposição prolongada a poluentes como monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio eleva o risco de complicações respiratórias, sendo crianças e idosos os grupos mais vulneráveis. Em resposta à crise, o Governo do Amazonas declarou ter ampliado sua estrutura operacional, elevando de 11 para 25 o número de bases permanentes de bombeiros no interior e aumentando o efetivo total de 692 para 1.651 profissionais.

Fonte: dm.com.br

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