Kassab projeta estabilidade institucional em eventual vitória de Flávio Bolsonaro
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, manifestou publicamente sua expectativa de que o Brasil mantenha a normalidade democrática caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença as eleições presidenciais de 2026. Em entrevista concedida à Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (9.out.2026), o dirigente partidário enfatizou que confia no funcionamento das instituições para evitar um possível “caos institucional” entre o Poder Executivo e o Judiciário.
A disputa pelo Palácio do Planalto, que terá seu desfecho no segundo turno em 25 de outubro, coloca frente a frente Flávio Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora Ronaldo Caiado (PSD), aliado de Kassab, tenha declarado apoio formal ao candidato do PL, o PSD optou por manter neutralidade, liberando seus filiados para escolherem livremente seus candidatos nesta etapa do pleito.
Perspectivas sobre o Legislativo e o Judiciário
Kassab reconheceu que o cenário político para 2027 aponta para uma bancada no Senado com forte presença bolsonarista. Diante dessa nova configuração parlamentar, o presidente do PSD admitiu que, embora considere o desfecho improvável, existe a possibilidade de que pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhem tração no Congresso Nacional.
O dirigente reforçou sua crença na resiliência do sistema democrático brasileiro. “Eu torço pela estabilidade das instituições, das relações. Eu confio muito na estabilidade da nossa democracia, não acho que o caos vai acontecer”, afirmou Kassab, sublinhando que a solução para as tensões atuais reside no pleno funcionamento dos Três Poderes.
Alvos de críticas e tensões políticas
O debate sobre o Judiciário tem se concentrado especialmente nos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Dino, indicado por Lula em 2023, é visto como um aliado histórico do petismo, enquanto Moraes tornou-se o principal foco do bolsonarismo após atuar como relator em processos que levaram à condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e outros envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
A pressão sobre Moraes aumentou recentemente após a expedição de uma ordem de cumprimento imediato de pena contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado por coação no curso do processo. Além disso, a imagem do ministro enfrenta desgaste após o levantamento do sigilo, pelo ministro André Mendonça, de provas do Caso Master, que apontam associações entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Fonte: poder360.com.br