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Jorge Messias projeta aprovação do fim da escala 6×1 e vincula medida à reeleição de Lula

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o fim da escala de trabalho 6×1 será aprovado pelo Senado Federal e atribuiu o avanço da proposta ao esforço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Messias tratou a alteração na jornada como uma conquista iminente, destacando a votação da PEC 221 de 2019, agendada para a próxima quarta-feira (14.out.2026).

Articulação política e o rito de votação no Senado

O governo federal trabalha intensamente para acelerar a tramitação da proposta no Congresso. A estratégia da equipe de Lula consiste em reunir 54 assinaturas de senadores para viabilizar um requerimento de calendário especial. Esse mecanismo permitiria a votação da PEC em dois turnos já na quarta-feira, antes do segundo turno das eleições presidenciais, previsto para 25 de outubro.

Sem a aprovação desse rito célere, a matéria seguiria o fluxo regimental padrão, que exige três sessões de discussão e um intervalo de cinco dias úteis entre as votações. Para que a emenda constitucional seja ratificada, o governo precisa assegurar o apoio de pelo menos 49 senadores em cada um dos turnos de votação.

Impacto social e bandeira eleitoral

A proposta em debate prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso sem qualquer redução salarial. Segundo Jorge Messias, a medida beneficiaria cerca de 38 milhões de brasileiros, proporcionando maior tempo para convívio familiar, descanso e qualificação profissional.

O tema consolidou-se como um dos pilares da campanha de reeleição de Lula contra o senador Flávio Bolsonaro. A aprovação da PEC antes do pleito final é vista pelo Palácio do Planalto como uma vitória política estratégica, capaz de ampliar a pressão sobre a oposição, que busca postergar a análise da proposta para o período pós-eleitoral.

Contexto de reaproximação entre Planalto e Congresso

A votação representa um momento de teste para a base governista, especialmente após a derrota sofrida em abril, quando o Senado rejeitou a indicação de Messias ao STF. Na ocasião, o advogado-geral recebeu 42 votos contrários, marcando um desgaste significativo na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A reaproximação entre o governo e a cúpula do Senado ocorreu de forma gradual. A decisão de Alcolumbre de pautar o fim da escala 6×1 ocorreu logo após o primeiro turno das eleições, cenário no qual Lula busca reverter a desvantagem de mais de 2 milhões de votos em relação ao seu adversário. Ao encerrar sua fala, Messias reforçou o apelo eleitoral: “Se você quiser continuar garantindo as melhorias para a vida dos trabalhadores do Brasil, vote 13, vote Lula”.

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