Lula acusa Flávio Bolsonaro de mentir sobre manutenção do Farmácia Popular
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (11.out.2026) que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) utiliza de inverdades ao negar a intenção de descontinuar o programa Farmácia Popular. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o chefe do Executivo criticou a postura do adversário, sugerindo que o projeto político do candidato do PL prevê o corte de benefícios sociais.
Divergências sobre o futuro do Farmácia Popular
A declaração de Lula ocorre em um momento de acirramento na disputa eleitoral. Enquanto o atual presidente sustenta que o oponente pretende encerrar o programa, a campanha de Flávio Bolsonaro nega categoricamente a informação. Em sua página oficial, o candidato do PL afirma que o Farmácia Popular será mantido e, futuramente, aprimorado, embora o plano de governo protocolado junto ao Tribunal Superior Eleitoral não mencione explicitamente o programa.
Polêmica sobre a política de valorização do salário mínimo
Além da questão farmacêutica, o debate se estende à política econômica. Lula acusou o adversário de planejar a interrupção de reajustes do salário mínimo acima da inflação. A equipe de Flávio Bolsonaro esclareceu que a proposta é assegurar a correção do piso nacional apenas pela inflação, sem garantir aumentos reais, o que gera críticas por parte da base governista atual.
Contexto histórico e decisões judiciais
O programa Farmácia Popular, criado em 2004, oferece atualmente 41 itens de saúde, incluindo medicamentos para doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Durante a gestão de Jair Bolsonaro, o tema foi alvo de embates orçamentários, quando o governo anterior propôs uma redução de recursos para 2023, posteriormente recomposta pelo Congresso Nacional.
O cenário eleitoral tem sido marcado por intervenções da Justiça Eleitoral sobre a veracidade das propagandas. Na última quinta-feira (8.out), o TSE determinou a remoção de um vídeo da campanha de Lula que associava a vitória de Flávio Bolsonaro ao fim de programas sociais e à perda de poder de compra do salário mínimo. A decisão judicial limitou-se ao conteúdo específico daquela publicação, mantendo o debate sobre as propostas em aberto no pleito de 2026.
Fonte: poder360.com.br