Datafolha aponta disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno

A corrida presidencial brasileira para o segundo turno apresenta um cenário de alta competitividade, conforme revelado pela mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta-feira (9). O levantamento coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 45%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os candidatos encontram-se no limite do empate técnico.
Ao analisar os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o cenário aponta 52% para Flávio Bolsonaro e 48% para Lula. A pesquisa, realizada entre os dias 6 e 7 de outubro, ouviu 2.520 eleitores com 16 anos ou mais e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02949/2026.
Expectativas do eleitorado sobre os impactos na vida cotidiana
Além da preferência partidária, o instituto buscou compreender como os brasileiros projetam o impacto de uma eventual vitória de cada candidato em suas vidas. No cenário de uma possível reeleição de Lula, 43% dos entrevistados acreditam que a situação permanecerá inalterada, enquanto 30% preveem uma piora e 25% esperam melhorias.
A percepção se altera quando o foco recai sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. Entre os entrevistados, 36% projetam uma melhora na qualidade de vida, ao passo que 35% temem um cenário de piora. A parcela que acredita na manutenção do status atual é de 22%, demonstrando uma divisão clara nas expectativas do eleitorado brasileiro para o próximo mandato.
Divergências entre bases eleitorais e indecisos
A análise segmentada revela que os eleitores de Flávio Bolsonaro demonstram maior otimismo, com 72% esperando melhorias caso o candidato seja eleito. Entre os apoiadores de Lula, o sentimento é mais contido: 50% projetam melhora, enquanto 48% acreditam que a vida seguirá o curso atual.
O eleitorado que optou por outros candidatos no primeiro turno, como os apoiadores de nomes como Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, apresenta uma postura mais cautelosa. Para este grupo, a expectativa predominante é de continuidade, com 68% projetando que a vida não sofrerá alterações significativas em um eventual governo petista.
Valorização dos debates e o desafio da abstenção
O engajamento do eleitorado com o processo democrático também foi medido, com 78% dos entrevistados classificando como muito importante a participação dos candidatos em debates televisivos. Esse interesse é compartilhado por ambas as bases, com índices de valorização superiores a 77% tanto entre eleitores de Flávio Bolsonaro quanto de Lula.
O comparecimento às urnas permanece como uma variável crítica para o pleito de 25 de outubro. No primeiro turno de 2026, a abstenção atingiu 21,08%, superando os números registrados em 2022. Com 33,4 milhões de eleitores ausentes na primeira etapa, a mobilização do eleitorado torna-se um fator decisivo para a definição do próximo presidente da República.
Fonte: tribunadoplanalto.com.br