Daniel Vilela entrega equipamentos a 156 municípios goianos e fala em “governo municipalista”

O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), entregou equipamentos e benefícios a 156 municípios goianos durante evento realizado na manhã desta quinta-feira (25/6), no Comando de Operações de Defesa Civil do Corpo de Bombeiros Militar, no Complexo do Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Na ocasião, o chefe do Executivo disse que o governo entende as “dificuldades fiscais” e defendeu uma gestão municipalista.
“Reconhecemos as dificuldades fiscais dos municípios e tenho certeza de que no Brasil não há um governo tão municipalista quanto o de Goiás. É uma atuação implantada pelo ex-governador Ronaldo Caiado e que temos dado continuidade. Nós levamos o programa de casas a custo zero, porque entendemos que é uma das maiores demandas atualmente. Além disso, temos as parcerias para melhorias de pavimentação asfáltica urbana, que também é um dos principais desafios destas cidades”, ressaltou em entrevista coletiva.
Os benefícios entregues nesta manhã fazem parte do Programa Goiás do Crescimento e Empreendedorismo. Ao todo, foram disponibilizados 170 veículos, entre carros e ambulâncias, além de 700 bicicletas elétricas, 212 cadeiras de rodas e sete aparelhos de ultrassonografia. A ação é coordenada pela Secretaria de Relações Institucionais (Serint), em parceria com a Secretaria da Saúde (SES-GO), e tem como foco o desenvolvimento regional e o apoio do Estado aos municípios.
À frente do Governo de Goiás desde o dia 31 de março, quando Caiado se descompatibilizou do cargo para a corrida ao Planalto, Daniel Vilela tem intensificado agendas em cidades do interior goiano. Esta é uma das últimas participações de Daniel Vilela em eventos de inauguração e também de publicidade de obras e programas sociais, em razão das restrições do calendário eleitoral que começam no dia 3 de julho.
Isso ocorre porque a legislação eleitoral impõe uma série de restrições a agentes públicos nos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro. As medidas têm como objetivo evitar o uso da máquina pública para beneficiar candidaturas e garantir equilíbrio na disputa eleitoral.
Nesse mesmo período, é vedado ainda “nomear, contratar ou, por qualquer forma, admitir, dispensar sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou, por outros meios, dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, de ofício, remover, transferir ou exonerar servidora ou servidor público, na circunscrição do pleito, sob pena de nulidade de pleno direito”. Ficam proibidos ainda pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão por autoridades públicas. Assim como ocorre com a publicidade institucional, a exceção é permitida apenas em situações de urgência reconhecidas pela Justiça Eleitoral.