Pequim autoriza mais 4 frigoríficos brasileiros e chega a 150 plantas habilitadas
O governo da China oficializou, na 3ª feira (29.set.2026), a habilitação de 4 novos frigoríficos brasileiros para o comércio internacional de proteína animal. A decisão amplia a presença do Brasil no mercado asiático, elevando para 150 o número total de estabelecimentos autorizados a exportar para o país. Três dessas unidades receberam o sinal verde logo após a conclusão de uma missão técnica chinesa que esteve no Brasil para inspecionar os protocolos de controle sanitário.
Distribuição das novas unidades habilitadas
As autorizações contemplam diferentes segmentos da pecuária nacional. No setor de carne bovina, foram habilitadas a Supremo Carnes, localizada em Carlos Chagas (MG), e a Masterboi, sediada em Canhotinho (PE). Já para a exportação de carne de frango, as plantas aprovadas foram a Avivar Alimentos, em São Sebastião do Oeste (MG), e a Cooperativa Dália Alimentos, em Arroio do Meio (RS).
A comitiva chinesa realizou auditorias rigorosas na semana anterior à decisão, avaliando um total de 17 plantas. O grupo técnico chinês inspecionou 11 unidades de carne bovina, 3 de carne suína e 3 de frango, consolidando o processo de verificação que precede a abertura de novos mercados para os produtores brasileiros.
Desafios tarifários e negociações de cotas
A oficialização das habilitações ocorreu um dia antes de Pequim confirmar que o Brasil atingiu a cota anual de exportação de carne bovina. Como o setor já havia alcançado o limite estabelecido em agosto, as exportações excedentes agora estão sujeitas a uma sobretaxa de 55% sobre a tarifa básica de 12%. Dessa forma, as novas unidades de carne bovina devem aguardar o início do próximo ano para operar sob as condições tarifárias padrão.
O governo brasileiro busca alternativas para contornar o limite das cotas. Uma das estratégias envolve a utilização de espaços ociosos de outros parceiros comerciais, como o Uruguai, que aceitou ceder parte de sua cota ao Brasil. A efetivação dessa manobra, contudo, permanece pendente de aprovação final pelas autoridades chinesas.
Expansão para miúdos e perspectivas futuras
Além das habilitações de frigoríficos, o Brasil obteve um avanço importante no sábado (26.set) com a celebração de um protocolo sanitário para a exportação de miúdos suínos. A autorização abrange itens como fígado, coração, rins, estômago e ossos, com uma projeção de receita estimada em US$ 100 milhões para o setor.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, manifestou otimismo quanto a novas liberações ainda em 2026. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ministro destacou a expectativa pela autorização de exportação de miúdos bovinos. Sobre o mercado europeu, que suspendeu as compras em setembro, o governo projeta a retomada dos embarques em um horizonte de 2 anos.
Fonte: poder360.com.br