Band mantém debate presidencial e confirma púlpito vazio na ausência de Flávio Bolsonaro

A emissora Band confirmou a realização do debate presidencial do 2º turno das eleições, programado para o próximo domingo (18.out.2026). Mesmo diante da sinalização de ausência do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL), a organização do evento reiterou que o encontro seguirá conforme o cronograma original, mantendo o púlpito destinado ao parlamentar vazio caso ele não compareça ao estúdio.
A postura da emissora marca uma diferença em relação a episódios anteriores no cenário eleitoral. Em 1º de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral proibiu a TV Globo de exibir um púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um debate que acabou cancelado. A decisão da Corte também impediu que perguntas fossem dirigidas ao presidente na ocasião, limitando a dinâmica do programa.
Definições sobre a presença dos candidatos
Em declarações feitas nesta 3ª feira (13.out), Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende participar do debate da Band. O senador, que recentemente obteve o apoio de 17 diretórios estaduais do MDB, indicou que sua equipe técnica ainda avalia a conveniência de comparecer ao último debate da temporada, previsto para ocorrer na TV Globo em 23 de outubro.
Em contrapartida, a campanha petista confirmou a presença de Luiz Inácio Lula da Silva no encontro de domingo. O senador Camilo Santana (PT-CE) reforçou, em entrevista no QG da campanha em Brasília, que o presidente participará de todos os debates agendados para este 2º turno. O objetivo, segundo o parlamentar, é promover um confronto direto de ideias e projetos para o país.
Histórico de debates e estratégias de campanha
A dinâmica de debates nestas eleições tem sido marcada por incertezas. Antes do 1º turno, realizado em 4 de outubro, o presidente e o senador não participaram de nenhum confronto televisivo direto. O único encontro televisionado ocorreu em 23 de agosto, na Band, contando com a presença de outros nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
A estratégia das campanhas reflete o peso do embate direto na reta final da disputa. Enquanto a equipe de Lula aposta na exposição das propostas para consolidar sua base, o grupo de Flávio Bolsonaro mantém cautela sobre a participação em eventos televisivos, priorizando a análise técnica sobre o impacto de cada aparição pública nos índices de intenção de voto. Para mais detalhes sobre o cronograma eleitoral, consulte o Tribunal Superior Eleitoral.