Política

Coordenador de governo de Lula apoia proposta de Lara Resende sobre juros

O coordenador do programa de governo da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, José Sérgio Gabrielli, manifestou apoio público à proposta elaborada pelo economista André Lara Resende. O endosso ocorreu em um artigo divulgado recentemente, no qual o economista defende a criação de um novo conselho para formular políticas conjuntas na economia brasileira.

A iniciativa ganha espaço em meio a discussões acirradas sobre os rumos da política monetária no país. Enquanto setores do mercado financeiro e membros da equipe ministerial demonstram resistência, o debate sobre novos instrumentos de controle e metas de longo prazo movimenta os bastidores políticos e econômicos nacionais.

Defesa do conselho fiscal e monetário nacional

No texto intitulado Política fiscal para o fim de 2026 e para 2027, o coordenador argumenta que o governo federal deve buscar a redução gradual dos juros básicos. O plano endossado prevê a criação de uma estrutura ampla para definir metas fiscais e monetárias conjuntas com horizonte estendido.

A proposta original busca conduzir a taxa Selic a patamares reduzidos de forma planejada ao longo de um ano. Para que essa reestruturação seja viável, o modelo tradicional de fixação de juros atualmente sob responsabilidade do Banco Central precisaria sofrer alterações significativas.

Análise da dívida pública e das pressões inflacionárias

Para o economista, os patamares elevados da taxa de juros representam o principal motor de expansão da dívida pública brasileira. Dados citados no documento indicam que a Dívida Bruta do Governo Geral alcançou um patamar expressivo do Produto Interno Bruto, exigindo novas abordagens estratégicas.

Apesar do cenário fiscal desafiador, o autor afasta motivos para alarme imediato, destacando que a maior parte dos débitos está denominada em moeda nacional e o país mantém reservas cambiais sólidas. No que tange à inflação, o texto aponta que as pressões sobre os preços derivam de choques externos e de movimentações especulativas do mercado financeiro, e não de um suposto excesso de demanda interna.

Preservação de gastos sociais e ajustes tributários

O artigo detalha que eventuais esforços de contenção de despesas públicas não devem recair sobre direitos sociais fundamentais. Entre os pontos intocáveis citados estão o salário mínimo real, os repasses do Bolsa Família, os benefícios continuados e os recursos mínimos destinados à saúde e à educação.

Como alternativa para o reequilíbrio das contas públicas, o economista aponta a necessidade de revisar incentivos tributários considerados ineficientes. A estratégia fiscal sugerida prioriza a recuperação de créditos de grandes contribuintes em vez de impor medidas de austeridade severas à população. Mais detalhes sobre o andamento dessas discussões podem ser acompanhados na cobertura completa do Poder360.

Fonte: poder360.com.br

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