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Rogério Marinho afasta interferência estrangeira na política brasileira

O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 28, que espera que o governo dos Estados Unidos não interfira nas decisões políticas e institucionais do Brasil. A declaração ocorreu após Flávio recorrer à comunidade internacional para denunciar uma suposta perseguição política, depois de ser derrotado pelo presidente Lula da Silva nas eleições de domingo, 25.

Em manifestação divulgada pelo portal Metrópoles, Marinho pontuou que o presidente norte-americano, Donald Trump, possui liberdade para comentar questões de política externa, mas ressaltou que tais posicionamentos não devem resultar em intervenções diretas nos assuntos internos do país.

Posicionamento sobre soberania nacional

Durante sua declaração, o parlamentar enfatizou que autoridades estrangeiras possuem o direito de opinar sobre temas externos, assim como o Brasil também exerce essa prerrogativa. No entanto, o senador reiterou a expectativa de que o processo interno brasileiro permaneça livre de pressões externas.

A divergência de tom ganha relevância devido à proximidade política entre Marinho e Flávio Bolsonaro. Além de coordenar a campanha presidencial, o parlamentar potiguar foi apontado pelo próprio aliado como seu principal candidato à presidência do Senado.

Repercussão da carta internacional

O pronunciamento de Marinho surge em meio à repercussão de um documento divulgado por Flávio Bolsonaro, no qual o ex-candidato confirma sua permanência nos Estados Unidos e sinaliza que pretende liderar a oposição ao novo mandato de Lula a partir do exterior.

No texto endereçado à comunidade internacional, Flávio pediu que líderes estrangeiros acompanhem o cenário brasileiro e não tratem com normalidade as medidas judiciais direcionadas contra seu grupo político. O senador também agradeceu ao governo Trump pelo acolhimento e pela concessão de vistos para sua família.

Alterações no documento e contestações

A carta divulgada pelo ex-candidato passou por modificações após sua publicação inicial. Na primeira versão, o texto o apresentava como o verdadeiro presidente eleito, expressão posteriormente substituída por líder do Brasil, acompanhada pela troca do brasão utilizado.

Apesar das contestações judiciais levantadas por Flávio contra o Tribunal Superior Eleitoral e a decisão do ministro Cristiano Zanin, o Partido Liberal reconheceu oficialmente o resultado das urnas. Em nota assinada por Valdemar Costa Neto, a legenda admitiu a vitória do atual presidente, postura seguida por outras lideranças expressivas da coalizão oposicionista.

Fonte: jornalopcao.com.br

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