Política

Em carta golpista divulgada nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro se autoproclama presidente

O senador Flávio Bolsonaro, derrotado na disputa presidencial, divulgou uma carta pública em que se autoproclama o verdadeiro presidente eleito do país. O documento foi publicado após o parlamentar deixar o território nacional com a família, descumprindo uma ordem judicial que determinava a entrega de seus passaportes e proibia sua saída.

A viagem internacional ocorreu em meio a investigações e medidas restritivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, gerando forte repercussão no cenário político nacional e internacional.

A rota de fuga e a repercussão internacional

De acordo com registros oficiais e informações apuradas, o senador utilizou rotas terrestres e aéreas para burlar o controle migratório brasileiro. A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou a entrada do parlamentar pela fronteira com o Paraná.

Em seguida, o político embarcou em um jatinho particular com destino a Guayaquil, no Equador, antes de seguir rumo a Miami, nos Estados Unidos. A Polícia Federal constatou a ausência de registro oficial de saída nos postos de controle do Brasil.

Acusações sem provas contra o sistema eleitoral

Na carta divulgada por aliados, o senador retomou teses golpistas e alegou fraude nas urnas sem apresentar evidências concretas. O texto utilizou uma versão alterada do brasão da República e criticou abertamente as decisões do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal.

O parlamentar afirmou que liderará a oposição ao governo a partir do exterior e comparou sua situação política à de figuras históricas que atuaram no exílio, além de citar opositores de regimes estrangeiros.

Investigações e desdobramentos judiciais

A saída do país ocorre no contexto de investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal, que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e outras pessoas ligadas ao seu círculo político e jurídico.

A ordem para apreensão dos documentos diplomáticos foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, intensificando a pressão institucional sobre o senador e seus aliados no Congresso Nacional.

Fonte: cartacapital.com.br

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