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Flávio Bolsonaro altera carta divulgada nos Estados Unidos e muda termo

Depois de se declarar presidente eleito do Brasil após deixar o país rumo aos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro recuou publicamente e postou uma versão modificada do documento original em sua conta na rede social X. Na nova redação divulgada, ele substituiu o termo contestado e passou a se autointitular líder do Brasil a partir do exterior, mantendo críticas ao sistema eleitoral e ao Judiciário.

A viagem ocorreu após determinação do Supremo Tribunal Federal para a entrega de seus passaportes no âmbito de investigações conduzidas pela Suprema Corte. O senador nega irregularidades e afirma que decidiu deixar o território nacional para escapar de uma suposta perseguição política, mencionando passagens por países vizinhos antes do embarque definitivo em um avião privado.

A contestação do resultado eleitoral e críticas ao Supremo

No texto revisado, o senador volta a questionar o resultado do pleito vencido por Lula e direciona ataques ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral. Ele concentra suas reclamações na decisão que permitiu a ampliação do horário de votação no segundo turno, argumentando que a medida teria interferido no processo democrático.

Apesar das acusações de irregularidades e de referências a um suposto abuso de poder político e econômico, o documento não apresenta provas materiais para sustentar as alegações de fraude. Especialistas apontam que a variação na quantidade de votos entre turnos é um fenômeno comum e não configura indício de ilegalidade nas urnas.

Articulação da oposição a partir do exterior

O senador confirmou que pretende comandar o bloco oposicionista brasileiro diretamente do território americano, onde conta com acolhimento da família e apoio manifestado por autoridades locais. Ele fez apelos diretos a parlamentares e governadores aliados, direcionando menções a nomes como o senador Rogério Marinho.

Segundo o pronunciamento, a estratégia envolve pronunciamentos regulares para mobilizar apoiadores por meios pacíficos e legítimos. Contudo, o texto não estabelece previsões para um eventual retorno ao país nem detalha os próximos passos jurídicos ou políticos da articulação no exterior.

Fonte: dm.com.br

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