Guilherme Mello aponta riscos e classifica plano econômico de Flávio como recessivo
O plano econômico defendido pelo senador Flávio Bolsonaro, baseado na redução expressiva de impostos e cortes profundos em gastos públicos, foi duramente criticado pelo secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Guilherme Mello. Para o integrante da pasta, a proposta representa a retomada de uma agenda que pode empurrar o País diretamente para a recessão.
As medidas em discussão pela equipe econômica ligada a Flávio apontam para cortes que variam de duzentos bilhões a trezentos bilhões de reais no orçamento. Segundo Mello, a redução de despesas em áreas sociais fundamentais compromete a renda das famílias e enfraquece o mercado interno.
Cortes em gastos sociais e impacto na demanda
Segundo o secretário-executivo do Planejamento, Guilherme Mello, a retração nos investimentos públicos voltados para a distribuição de renda gera um efeito em cadeia na economia nacional. Sem suporte financeiro para habitação, saúde, educação e alimentação, o poder de compra da população diminui drasticamente.
Para Mello, a premissa de que o arrocho fiscal compensaria com a queda automática da taxa de juros desconsidera a realidade do consumo. O economista enfatiza que a ausência de demanda por produtos e serviços paralisa os investimentos privados, independentemente do patamar da taxa básica de juros.
Paralelos com administrações anteriores e alinhamento externo
Durante a análise das propostas, Guilherme Mello afirmou que a estratégia defendida pela oposição repete fórmulas aplicadas durante os mandatos de Michel Temer e do ex-presidente Jair Bolsonaro. O modelo aposta no capital privado como único motor de desenvolvimento, abrindo mão da coordenação estatal na economia.
Além dos riscos fiscais, o secretário apontou um alinhamento geopolítico considerado desfavorável aos interesses nacionais. Para o representante do Ministério do Planejamento, a postura em relação aos Estados Unidos sob uma eventual nova administração representaria uma submissão extrema, com foco extrativista sobre recursos estratégicos do Brasil.
Transição energética e o futuro industrial do país
Em contraponto aos planos da oposição, Guilherme Mello destacou que a agenda econômica liderada pelo atual governo prioriza a transformação ecológica e a transição energética. O secretário mencionou o potencial brasileiro na exploração de minerais críticos, fundamentais para a indústria tecnológica global e para a produção de energia limpa.
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Fonte: cartacapital.com.br