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Nova regra do TSE faz brasileira em Londres encarar 600 km para votar

A mudança repentina nos locais de votação promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral gerou revolta entre brasileiros residentes no exterior. A eleitora Gabriela Ferreira, que vive no Reino Unido, relatou que foi surpreendida com a alteração que a colocou a centenas de quilômetros de distância de sua nova seção eleitoral, inviabilizando sua participação no pleito.

o impacto da alteração para eleitores no exterior

Moradora de Bath, na região sudoeste da Inglaterra, a brasileira teve seu local de votação transferido para Edimburgo, na Escócia. A distância de aproximadamente 600 km torna o deslocamento impraticável dentro da janela de votação, além dos custos elevados de transporte exigidos para cumprir o trajeto entre países constituintes do Reino Unido.

Apesar de ter regularizado sua situação no início do ano, a eleitora não obteve suporte imediato ao contestar a mudança. A ouvidoria do órgão orientou que o caso fosse revisado apenas após o término do processo eleitoral, gerando frustração em um momento considerado crucial para a participação cívica no exterior.

cobrança por providências e justificativa institucional

Diante do impasse, o caso passou a ser acompanhado de perto por representantes políticos. Um ofício foi encaminhado às autoridades competentes exigindo medidas urgentes para solucionar a situação de dezenas de cidadãos afetados pela reorganização das seções internacionais.

O documento enviado à presidência do tribunal solicita a regularização dos locais originais ou a garantia de suporte logístico para o transporte adequado dos eleitores. Em resposta formal, a justiça eleitoral justificou que tais remanejamentos ocorrem devido a especificidades estruturais e à necessidade de otimizar a fluidez da votação.

Fonte: cartacapital.com.br

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