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Will Bank firma acordo de R$ 9,2 milhões com Vini Jr sob aval de Daniel Vorcaro

Documentos obtidos pelo Poder360 revelam os bastidores da negociação que selou a parceria publicitária entre o jogador Vini Jr., do Real Madrid, e o Will Bank. Mensagens trocadas entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o então fundador do Will Bank, Felipe Félix, confirmam que o contrato foi fechado pelo valor de R$ 9,2 milhões.

A transação ocorreu em 8 de agosto de 2024, período em que a fintech já integrava o conglomerado do Banco Master, que adquiriu a totalidade da Will Holding no mesmo ano. O diálogo detalha o esforço da diretoria para viabilizar a imagem do atleta em campanhas estratégicas da instituição financeira.

Negociação e redução de custos operacionais

No dia 8 de agosto de 2024, às 18h47, Felipe Félix reportou a Daniel Vorcaro o andamento das tratativas. O executivo destacou que conseguiu reduzir o custo inicial da parceria, que estava orçado em R$ 11 milhões, para o patamar final de R$ 9,2 milhões, representando uma economia de aproximadamente 16% sobre o montante previsto.

Além da redução financeira, a negociação garantiu a inclusão de uma diária adicional de gravação. Esse incremento permitiu a produção de um filme publicitário extra, ampliando o escopo de ações promocionais com o jogador durante a vigência do contrato. A urgência na aprovação foi justificada pela necessidade de cumprir prazos rigorosos para a estruturação e execução do material audiovisual.

Aval e oficialização da parceria

Após a exposição dos detalhes operacionais e financeiros, Daniel Vorcaro autorizou a continuidade do negócio às 20h56 do mesmo dia, com a mensagem: “Pode seguir com vini sim”. A oficialização pública de Vini Jr. como garoto-propaganda do banco ocorreu em 28 de outubro de 2024.

A campanha, que apresentava o atleta como o novo craque da marca, manteve ações ativas até outubro de 2025. Questionada sobre os termos do acordo, a assessoria de Vini Jr. informou que o jogador não se pronunciaria sobre o assunto.

Liquidação extrajudicial e impacto institucional

O cenário do Will Bank mudou drasticamente meses após o encerramento do contrato. Em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. A decisão foi motivada pelo grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição.

O órgão regulador apontou a incapacidade da empresa em honrar suas dívidas, agravada pela interdependência com o Banco Master. Para mitigar os prejuízos aos usuários, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) realizou o ressarcimento dos correntistas, respeitando o limite legal de R$ 250 mil por CPF.

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