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Executivos e conselheiros do Bradesco investem R$ 26,95 milhões em ações

Um grupo de 21 integrantes da diretoria executiva e do Conselho de Administração do Bradesco realizou uma expressiva aquisição de ações preferenciais da instituição financeira (BBDC4). As operações, concretizadas em 18 de setembro, totalizaram um investimento de R$ 26,95 milhões, o equivalente a aproximadamente US$ 5,24 milhões na cotação da época.

Os dados foram extraídos de formulários Form 4, protocolados junto à SEC (Securities and Exchange Commission), o órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos. O documento é o instrumento oficial utilizado por executivos e conselheiros para reportar transações envolvendo papéis da própria companhia, garantindo transparência ao mercado sobre as movimentações de seus principais gestores.

Detalhes da operação e movimentação dos gestores

Cada ação foi adquirida pelo valor unitário de R$ 17,98. Entre os nomes de destaque na operação, o diretor executivo André Luis Duarte de Oliveira liderou o volume de compras, ao adquirir 309.111 ações por um montante de R$ 5,56 milhões. Com essa transação, sua participação direta no banco saltou de 244.062 para 553.173 papéis.

Outros nomes de peso também reforçaram suas posições acionárias, como a conselheira Denise Aguiar Alvarez, que investiu R$ 2,34 milhões em 130.596 ações, e o diretor executivo Roberto de Jesus Paris, com a compra de 96.702 papéis, totalizando R$ 1,73 milhão. Ao todo, o grupo adquiriu 1.499.067 ações em mercado aberto.

Contexto de mercado e valorização das ações

O movimento de compra ocorreu em um período de otimismo para o setor financeiro. Pouco tempo depois, as ações preferenciais do banco apresentaram valorização significativa, sendo negociadas a R$ 22,71 em 6 de outubro, o que representa uma alta de 26,3% em relação ao preço pago pelos executivos no dia 18 de setembro.

A confiança no papel foi reforçada por análises externas, como a do JPMorgan, que elevou a recomendação para as ações do Bradesco de neutra para compra, estabelecendo um novo preço-alvo de R$ 26. A instituição norte-americana justificou a mudança citando a valorização do setor bancário após o resultado do 1º turno das eleições e a tendência de queda nos juros longos.

Aumento de capital e solidez institucional

As aquisições coincidiram com o processo de aumento de capital de R$ 10 bilhões do Bradesco, aprovado em 29 de julho. O banco concluiu recentemente o leilão das sobras de ações, com os papéis preferenciais sendo precificados a R$ 17,86, e aguarda a homologação final pelo Banco Central.

Com a finalização deste processo, o capital social da instituição passará de R$ 93,77 bilhões para R$ 103,77 bilhões. A movimentação dos executivos, ao adquirir ações em um momento de expansão patrimonial da companhia, sinaliza um alinhamento estratégico entre a alta gestão e as perspectivas de crescimento do banco para os próximos ciclos econômicos.

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