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Astrologia e Legião Urbana: nova obra decifra a trajetória de Renato Russo

A conexão entre os astros e a obra de Renato Russo

Três décadas após o falecimento de Renato Russo, aos 36 anos, sua produção artística continua sendo objeto de profundas investigações. O livro “Renato Manfredini ‘Júpiter’ – As Revoluções Solares do Líder Legionário”, escrito pela jornalista e astróloga Mariana Candeias “Piky”, propõe uma análise inédita da discografia da banda sob a ótica da astrologia. A obra, publicada pela Garota FM Books, explora como o mapa astral do cantor influenciou sua sensibilidade criativa e a estrutura de suas composições mais icônicas.

A autora sustenta que a astrologia não era apenas um interesse periférico de Renato Russo, mas um elemento que permeava sua visão de mundo. Segundo Piky, o artista utilizava conceitos técnicos e terminologias astrológicas para ilustrar personagens e situações em suas letras, demonstrando um conhecimento que ia além da curiosidade casual. O estudo parte do mapa natal do músico, que era ariano com ascendente em Peixes, para traçar paralelos entre os ciclos planetários e os momentos de lançamento dos álbuns da Legião Urbana.

Símbolos astrológicos na discografia legionária

A presença de referências aos astros é notável em diversas faixas que marcaram gerações. Em “Perdidos no Espaço”, o compositor menciona explicitamente o cálculo de um ascendente, enquanto em “Faroeste Caboclo”, o narrador alerta sobre os perigos de enfrentar um nativo de Peixes com ascendente em Escorpião. Tais exemplos reforçam a tese de que a linguagem simbólica dos signos servia como uma ferramenta narrativa para o líder da banda.

Um dos pontos centrais da análise de Piky é a música “Vinte Nove”, lançada no álbum “O Descobrimento do Brasil”, em 1993. A letra faz uma alusão direta ao retorno de Saturno, um evento astrológico que, na interpretação da autora, é utilizado como metáfora para o renascimento e a maturidade, conectando-se ao período em que o músico esteve internado.

Ciclos planetários e a trajetória do artista

A pesquisa detalha como os retornos de Júpiter marcaram fases distintas da carreira do grupo. Quando a Legião Urbana lançou seu álbum de estreia, em 1985, Renato Russo atravessava seu segundo retorno de Júpiter, um período que a autora associa a um momento de renovação artística. Já no lançamento de “A Tempestade ou O Livro dos Dias”, em 1996, o músico iniciava seu terceiro ciclo jupiteriano.

A autora, que possui experiência profissional na MTV, expandiu sua metodologia de análise ao observar mapas astrais de obras cinematográficas e outros discos da música brasileira. Ao aplicar essa lente técnica à discografia legionária, Mariana Candeias busca oferecer aos fãs uma nova forma de escuta, onde a compreensão dos ciclos anuais e das posições planetárias ilumina as motivações por trás das letras que definiram o rock nacional.

Fonte: dm.com.br

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