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Grupo Prerrogativas pede investigação na PF sobre elos entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro

O Grupo Prerrogativas formalizou, na quinta-feira (8), um pedido de investigação junto à Polícia Federal (PF) para apurar uma suposta articulação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao extinto Banco Master, e a campanha de Flávio Bolsonaro. A iniciativa busca esclarecer a existência de negociações para entrevistas e gravações que, segundo os representantes, poderiam impactar o cenário político nacional.

A representação foi protocolada pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida. O documento aponta a necessidade de verificar a veracidade de materiais atribuídos a Vorcaro que mencionariam adversários políticos e integrantes do governo federal, levantando suspeitas sobre o uso dessas informações como estratégia eleitoral na reta final do pleito.

Apuração sobre gravações e negociações de bastidores

O pedido encaminhado à Polícia Federal solicita uma análise prioritária para confirmar a existência do áudio mencionado e identificar os responsáveis pela intermediação de uma entrevista televisiva envolvendo o ex-banqueiro. Os advogados buscam entender a origem de conteúdos que, direta ou indiretamente, atacam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou membros de sua gestão.

A solicitação também requer que os fatos sejam comunicados ao relator da operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master, e ao procurador-geral eleitoral. O objetivo é garantir que a apuração respeite os limites da atividade jornalística, enquanto se verifica se o material foi orquestrado para produzir efeitos políticos específicos.

Conexões financeiras e o projeto cinematográfico

Além das questões eleitorais, a representação cita negociações financeiras entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O caso envolve um suposto repasse de 24 milhões de dólares, aproximadamente 134 milhões de reais, destinado ao financiamento do filme Dark Horse, uma produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Documentos indicam que cerca de 10,6 milhões de dólares, ou 61 milhões de reais, teriam sido efetivamente transferidos por meio de operações bancárias.

O Grupo Prerrogativas argumenta que a divulgação de acusações contra terceiros, neste momento, poderia servir como uma manobra para desviar o foco das investigações sobre os repasses financeiros e outros desdobramentos do caso Master. Segundo o documento, essa movimentação teria o potencial de criar um ambiente favorável à impunidade dos envolvidos, tese que agora aguarda análise das autoridades competentes. Para acompanhar o desenrolar das investigações, consulte os registros oficiais da Polícia Federal.

Fonte: dm.com.br

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