Cleitinho enfrenta entrave constitucional para manter residência em Divinópolis
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), manifestou o desejo de permanecer em sua cidade natal, Divinópolis, após assumir o comando do Poder Executivo estadual. A intenção, contudo, colide diretamente com o que estabelece a Constituição do Estado de Minas Gerais sobre a residência oficial do chefe do Executivo.
A norma vigente impõe uma restrição geográfica clara para o domicílio do governador. O caso levanta um debate sobre a conciliação entre a rotina pessoal do gestor eleito e as exigências legais que regem o exercício do cargo no Estado.
Exigências legais para o domicílio do governador
O artigo 89 da Constituição mineira é taxativo ao determinar que o governador deve residir na capital, Belo Horizonte, ou em municípios que sejam limítrofes à sede do governo. Alternativamente, a legislação permite a moradia em cidades localizadas a uma distância máxima de 30 km da sede do Poder Executivo.
Esta regra foi atualizada pela Emenda à Constituição 113, promulgada em 2023. Antes da alteração, o texto constitucional exigia que o governador residisse exclusivamente na capital mineira, sem a margem de tolerância geográfica que existe atualmente.
Distância entre Divinópolis e a capital
Divinópolis, cidade onde Cleitinho Azevedo pretende manter sua residência, está situada no Centro-Oeste mineiro. A distância entre o município e a Cidade Administrativa, sede do governo em Belo Horizonte, é de aproximadamente 140 km.
Este distanciamento coloca a pretensão do governador eleito fora do limite legal de 30 km estabelecido pela carta estadual. A situação cria um impasse jurídico que precisará ser equacionado antes ou durante o início de seu mandato.
Justificativa e posicionamento do governador eleito
Em entrevista concedida à TV Integração na terça-feira (6.out.2026), Cleitinho justificou seu desejo de permanecer em casa como uma medida de austeridade. Segundo ele, a manutenção de sua rotina em Divinópolis visa evitar custos adicionais aos cofres públicos do Estado.
O governador eleito reforçou que não pretende utilizar as estruturas oficiais destinadas à moradia do chefe do Executivo. “Eu não quero ir para o palácio. Eu quero é ficar na minha casa, e servir”, declarou, enfatizando que reside no mesmo imóvel há 10 anos.
Trajetória política e eleição
Cleitinho Azevedo, de 44 anos, foi eleito no primeiro turno das eleições de 4 de outubro de 2026, obtendo 55,40% dos votos válidos, o que corresponde a 6.321.351 votos. Esta será sua primeira experiência no comando do Poder Executivo.
Sua carreira política teve início em 2016, na Câmara Municipal de Divinópolis. Posteriormente, atuou como deputado estadual a partir de 2018 e, em 2022, foi eleito para o Senado Federal. Para mais detalhes sobre o cenário político mineiro, consulte a fonte original em Poder360.
Fonte: poder360.com.br