Cidades

CNJ deflagra operação em gabinete de desembargador do Trf-1 por suspeita de irregularidades

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou, nesta quinta-feira (24), uma operação de fiscalização e auditoria no gabinete do desembargador Newton Pereira Ramos Neto, integrante do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A medida ocorre em meio a investigações conduzidas pela Corregedoria do órgão sobre a condução de processos envolvendo precatórios.

Investigação sobre precatórios e movimentações financeiras

A ofensiva do CNJ é um desdobramento de apurações que apontam possíveis irregularidades em pagamentos de precatórios. Na quarta-feira (23), o conselho determinou que o TRF-1 proceda, no prazo de cinco dias, ao cancelamento de 16 precatórios que totalizam 4,7 bilhões de reais, ordenando a restituição dos valores aos cofres da União.

As suspeitas ganharam força após a análise de dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Documentos encontrados pela Polícia Federal indicam que a advogada Camilla Ramos, esposa do magistrado, teria firmado um contrato de honorários advocatícios avaliado em 427 milhões de reais com o Banco Master.

Ligações com a chamada turma do KN

O nome de Newton Pereira Ramos Neto surgiu em mensagens armazenadas no dispositivo de Vorcaro, nas quais o magistrado é associado à chamada “turma do KN”. A sigla faz referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques. O desembargador possui um histórico de proximidade com o ministro, tendo atuado como seu juiz auxiliar durante o período em que Nunes Marques ocupou a vice-presidência do TRF-1.

As investigações buscam esclarecer se o desembargador teria atuado como intermediário em demandas de interesse de Kassio Nunes Marques junto ao banqueiro. Entre os pontos sob análise estão solicitações de hospedagem em hotéis de luxo e o compartilhamento de informações privilegiadas sobre o andamento de processos judiciais estratégicos.

Procedimentos de auditoria no TRF-1

Durante a operação desta quinta-feira, equipes do CNJ realizaram a varredura nos sistemas e computadores do gabinete de Newton Pereira Ramos Neto. O objetivo é coletar evidências que possam confirmar a existência de um esquema de favorecimento ou tráfico de influência envolvendo o magistrado e agentes privados.

O caso segue sob análise rigorosa da Corregedoria, que busca preservar a integridade do sistema de justiça federal. Para mais detalhes sobre o andamento das apurações, acompanhe as atualizações oficiais no portal do Conselho Nacional de Justiça.

Fonte: cartacapital.com.br

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