POLÍCIA

Dengue em Anápolis registra queda de 53% mas chuvas mantêm alerta sanitário

Anápolis registrou uma redução significativa de 53% nas notificações de dengue durante a semana epidemiológica 37 de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Dados consolidados pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) indicam que o município contabilizou 62 casos notificados, enquanto em 2025 o total atingiu 132 registros.

Apesar da retração nos números, a administração municipal mantém o estado de alerta. A transição climática, marcada pela chegada das primeiras chuvas após um período de estiagem, altera o cenário de risco para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A combinação de temperaturas elevadas e precipitações isoladas exige que a população redobre a atenção com a manutenção de imóveis e quintais.

Riscos de criadouros com a mudança climática

A Vigilância Epidemiológica de Anápolis identificou um aumento expressivo na presença de mosquitos em diversas regiões da cidade logo após as primeiras precipitações. Estruturas e recipientes que permaneceram secos durante os meses de seca agora possuem potencial para acumular água, tornando-se focos críticos para a reprodução do vetor.

A orientação técnica é para que os moradores realizem vistorias rigorosas em áreas internas e externas. Itens como calhas, caixas-d’água, pneus, vasos de plantas, garrafas, lonas e ralos devem ser inspecionados semanalmente. A recomendação principal é eliminar qualquer objeto que possa reter água e garantir que reservatórios estejam devidamente vedados.

Manutenção da prevenção como estratégia de controle

Mesmo com a queda nas notificações, as autoridades enfatizam que a prevenção não deve ser negligenciada. O controle efetivo do Aedes aegypti depende de uma ação conjunta entre o poder público e a responsabilidade individual dos moradores, visto que a maioria dos focos de reprodução do mosquito é encontrada em ambientes domésticos.

A dengue é transmitida pela picada da fêmea infectada e a eliminação de água parada permanece como a medida mais eficaz para reduzir a circulação do vírus. A continuidade das vistorias domiciliares é essencial para evitar que o início do período chuvoso resulte em uma nova escalada de casos na cidade.

Fonte: jornalopcao.com.br

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