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Flávio Bolsonaro defende pragmatismo comercial com a China em caso de vitória eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro (PL) sinalizou, na segunda-feira (21.set.2026), uma mudança de tom na condução da política externa brasileira. Durante um evento de campanha realizado no Rio Grande do Norte, o parlamentar afirmou que, caso seja eleito presidente da República, pretende adotar uma postura de pragmatismo econômico em suas tratativas com a China.

A declaração busca distanciar o discurso de uma escolha ideológica rígida entre potências globais. Segundo o candidato, o foco central de sua gestão será a atração de investimentos estrangeiros e a viabilização de parcerias estratégicas para o desenvolvimento nacional.

Foco em investimentos e transferência de tecnologia

Para Flávio Bolsonaro, a prioridade do Estado brasileiro deve ser a cooperação com nações que possuam viés desenvolvimentista. O senador enfatizou que o país não deve se limitar a alianças exclusivas, mas sim buscar parceiros que contribuam efetivamente para a modernização da indústria e a transferência de tecnologia para o mercado interno.

“A gente não tem que escolher um lado, a gente tem que estar junto com todas as nações que sejam desenvolvimentistas, que queiram investir no nosso Brasil, que queiram trazer tecnologia, transferir tecnologia aqui para o Brasil”, declarou o candidato aos jornalistas presentes no evento.

Críticas à política externa do governo Lula

O senador aproveitou a oportunidade para tecer críticas à condução da diplomacia sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sua avaliação, a atual gestão falha em aproveitar o potencial do Brasil como garantidor de segurança alimentar e energética em escala global.

O candidato defende que, sob uma nova administração, o Brasil teria condições de ampliar sua influência e atrair fluxos de capital significativos. Segundo ele, o mercado internacional aguarda uma mudança no comando do Palácio do Planalto para retomar o fluxo de aportes financeiros no país.

Alianças estratégicas e diversificação comercial

O plano de governo apresentado por Flávio Bolsonaro inclui a manutenção de relações comerciais com diversos blocos e nações. Além da China, o senador citou explicitamente os Estados Unidos, Israel, Argentina, Paraguai e países do Oriente Médio como parceiros fundamentais para a balança comercial brasileira.

A estratégia proposta visa priorizar os interesses econômicos nacionais acima de alinhamentos ideológicos, buscando maximizar os ganhos para o setor produtivo brasileiro em diferentes frentes globais.

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