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Warren Buffett encerra ciclo de seis décadas na presidência da Berkshire Hathaway

Em uma movimentação histórica para o mercado financeiro global, Warren Buffett, aos 96 anos, deixou a presidência do conselho de administração da Berkshire Hathaway. O anúncio, realizado na 6ª feira (18.set.2026), marca o fim de uma era de mais de seis décadas à frente do conglomerado que se tornou um dos maiores símbolos do capitalismo mundial.

Embora se afaste da liderança direta do colegiado, o investidor não se desvincula totalmente da companhia. Ele assume agora o posto de presidente emérito e permanece como integrante do conselho, garantindo uma transição que busca manter a continuidade estratégica e a influência de sua visão de longo prazo.

Sucessão e a nova liderança de Howard Buffett

Para ocupar a cadeira deixada pelo pai, a empresa escolheu Howard Buffett, de 71 anos. O sucessor, que compõe o conselho desde 1993, assume uma função não executiva. O foco de sua gestão será a preservação da cultura corporativa e dos valores que fundamentaram o crescimento da Berkshire ao longo dos anos.

A transição faz parte de um plano sucessório estruturado pela organização. Em janeiro de 2026, o próprio Warren Buffett já havia deixado o cargo de CEO, transferindo a responsabilidade executiva para Greg Abel. Com essas mudanças, a empresa consolida uma nova estrutura de governança, mantendo a experiência do fundador como conselheiro consultivo.

Legado e a trajetória da Berkshire Hathaway

A trajetória de Warren Buffett na organização começou em 1965. Naquela época, a empresa era uma indústria têxtil em dificuldades financeiras. Sob sua condução, o negócio foi transformado em um conglomerado diversificado, hoje avaliado em cerca de US$ 1,1 trilhão.

Atualmente, a Berkshire detém um portfólio robusto que abrange setores estratégicos como seguros, ferrovias, energia e varejo. Entre suas subsidiárias mais conhecidas estão a seguradora Geico, a ferrovia BNSF e a rede Dairy Queen. Além disso, a holding mantém participações bilionárias em gigantes globais como Apple, Coca-Cola e Alphabet.

Em carta enviada aos acionistas, Buffett refletiu sobre sua trajetória: “O tempo sempre vence. Ele, no entanto, foi generoso comigo. Depois de mais de 60 anos, ainda tenho o melhor emprego do mundo. Não é algo que muitas pessoas da minha idade possam dizer, e nunca me senti tão bem com relação ao que vem pela frente”.

Fonte: poder360.com.br

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