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Vandalismo e furtos destroem mais de 500 placas de trânsito em Goiânia neste ano

A infraestrutura urbana de Goiânia enfrenta um desafio crescente com a degradação sistemática de sua sinalização viária. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), mais de 500 placas foram inutilizadas, pichadas, furtadas ou destruídas em colisões ao longo de 2026. Esse cenário não apenas onera os cofres públicos com manutenções constantes, mas também eleva os riscos de acidentes e compromete a fluidez do tráfego na capital.

A dinâmica do vandalismo contra o patrimônio público

O problema ganha contornos críticos em áreas centrais, onde a ação de infratores é flagrada com frequência. Um caso emblemático ocorreu na Rua 74, no Setor Central, onde câmeras de segurança registraram um indivíduo derrubando deliberadamente uma placa de trânsito. Pouco mais de duas horas depois, a estrutura foi subtraída por outro suspeito. A recorrência é tamanha que, naquele ponto específico, a sinalização precisou ser substituída em três ocasiões distintas.

Segundo o diretor de trânsito da SET, Luis Tiago, a motivação por trás das ocorrências varia entre o vandalismo gratuito e o furto de metais para revenda. O impacto financeiro é direto: os recursos que deveriam ser aplicados na expansão da sinalização em novos pontos da cidade são drenados para a reposição de equipamentos que já existiam, gerando um ciclo de desperdício de verbas e mão de obra.

Riscos à segurança viária e dificuldades na fiscalização

A ausência de sinalização adequada cria um vácuo normativo que prejudica diretamente a segurança de pedestres, ciclistas e motoristas. Placas que indicam restrições de estacionamento, conversões permitidas e limites de velocidade são fundamentais para a organização do fluxo. Quando esses elementos são removidos, o condutor perde a referência necessária para circular de forma segura e legal.

Além da desorientação dos motoristas, a falta de placas inviabiliza a aplicação da legislação de trânsito. Conforme explica Luis Tiago, a fiscalização depende da existência física da sinalização para que infrações possam ser autuadas. Sem a placa, o poder público fica impossibilitado de punir condutas inadequadas, como o estacionamento irregular em corredores viários, o que aumenta a desordem e a probabilidade de colisões.

Estratégias de reposição e combate aos danos

Para mitigar os prejuízos, a SET mantém um cronograma contínuo de manutenção e reposição dos equipamentos danificados. A pasta trabalha em colaboração com a Polícia Judiciária para investigar os casos, identificar os responsáveis pelos furtos e buscar o ressarcimento dos danos causados ao erário. A população pode acompanhar atualizações sobre a sinalização da cidade através de fontes oficiais, como o Jornal Opção.

Fonte: jornalopcao.com.br

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