POLÍCIA

Manifestantes formam corrente humana em defesa do Kennedy Center contra ameaça de demolição

Uma multidão se reuniu em Washington na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, para formar uma corrente humana ao redor do Kennedy Center. O ato foi uma resposta direta às ameaças proferidas pelo presidente Donald Trump, que condicionou a preservação do histórico centro de artes à mudança de seu nome para homenagear a gestão atual.

A disputa pelo legado do complexo cultural

Inaugurado em 1971 como um tributo ao ex-presidente John F. Kennedy, o complexo tornou-se alvo de uma disputa política intensa. O mandatário americano assumiu o controle administrativo da instituição no ano passado e iniciou um processo de reformas, justificando a intervenção pela suposta deterioração das instalações sob administrações anteriores.

A tentativa de renomear o local para Trump-Kennedy Center foi aprovada pelo conselho diretor, composto por nomes indicados pelo atual governo. No entanto, a medida enfrentou forte resistência jurídica, sendo revogada por uma decisão judicial que impediu a alteração permanente do nome original da instituição.

Impactos operacionais e crise institucional

A instabilidade gerada pelas ameaças de demolição e pela tentativa de mudança de nomenclatura causou danos severos à operação do centro cultural. Segundo informações publicadas pelo The Washington Post, a instituição registrou uma queda acentuada na venda de ingressos, além de enfrentar boicotes de artistas e a retirada de apoio de doadores importantes.

Atualmente, o edifício principal permanece com suas atividades suspensas desde quarta-feira. A diretoria classificou o fechamento como temporário, enquanto o Poder Judiciário avalia a legalidade dos planos de reforma prolongada defendidos pela Casa Branca.

Resistência popular e o futuro do monumento

Sob os andaimes e lonas que ainda cobrem a fachada — resquícios da remoção do nome de Trump do edifício em junho — manifestantes exibiram faixas com frases como “Tirem as mãos do Kennedy Center”. A multidão ocupou a esplanada com vista para o rio Potomac durante a noite, reafirmando a importância histórica do local para a capital americana.

O episódio ilustra a postura de Donald Trump em relação a projetos na capital, onde busca imprimir sua marca pessoal em instituições públicas. O caso segue como um teste para os limites da autoridade executiva frente à preservação de patrimônios culturais e históricos dos Estados Unidos.

Fonte: cartacapital.com.br

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