POLÍCIA

Comerciante é preso em Goiás por suspeita de crimes sexuais contra nove menores

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) efetuou a prisão preventiva de um comerciante de 58 anos, suspeito de cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes. O homem, que operava um estabelecimento comercial em Ouvidor, no Sudeste do estado, é investigado por uma série de abusos que teriam ocorrido ao longo de duas décadas, entre 2004 e 2026.

A captura ocorreu no final da tarde de quarta-feira, 23, dentro do próprio bar do suspeito. A ação foi coordenada pela Subdelegacia de Polícia de Ouvidor, contando com o suporte operacional da 1ª Delegacia de Polícia de Catalão. Até o momento, as autoridades confirmaram a identificação de nove vítimas, embora a extensão total dos atos ilícitos ainda seja objeto de apuração.

Investigação sobre crimes sexuais em Ouvidor

As investigações tiveram início após o recebimento de denúncias sobre possíveis abusos cometidos pelo comerciante. Ao longo das diligências, os investigadores da Polícia Civil coletaram depoimentos cruciais de vítimas e testemunhas, o que permitiu o mapeamento de um padrão de conduta criminosa que se estendeu por cerca de 20 anos.

Com base no conjunto probatório reunido, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, medida prontamente acatada pela Justiça. Além da detenção, foram expedidos mandados de busca e apreensão para o imóvel onde o homem reside e trabalha, visando a coleta de novos elementos que possam robustecer o inquérito.

Buscas por evidências e novas denúncias

A operação de busca e apreensão tem como objetivo central localizar provas adicionais que confirmem a materialidade dos crimes. A Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias de cada um dos casos relatados, mantendo o sigilo absoluto sobre a identidade das vítimas, conforme determina a legislação vigente para a proteção de menores.

A corporação optou por divulgar a imagem do investigado com o intuito de identificar outras possíveis vítimas ou testemunhas que possam ter informações relevantes. A medida está amparada pela Lei nº 13.869/2019 e pela Portaria nº 547/2021 da Polícia Civil, sendo autorizada pelo delegado responsável pelo caso.

O Jornal Opção não localizou a defesa do suspeito até o fechamento desta reportagem. O inquérito policial segue em curso para determinar se o número de vítimas pode ser ainda maior, dado o longo período em que os crimes teriam ocorrido.

Fonte: jornalopcao.com.br

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