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Benjamin Netanyahu perde maioria no Parlamento de Israel e enfrenta desafio para governar

A coalizão liderada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não alcançou a maioria necessária no Parlamento do país nas eleições gerais recentes. O bloco composto por partidos de direita e ultraortodoxos conquistou 53 assentos, ficando abaixo das 61 cadeiras exigidas pelo sistema legislativo para garantir a governabilidade e formar uma nova administração estável.

Os dados oficiais foram divulgados pela Comissão Central de Eleições de Israel após o encerramento da apuração. O partido Likud, encabeçado por Netanyahu, obteve 27 assentos, mantendo a maior bancada individual, mas sem sustentação parlamentar suficiente para governar sozinho.

Configuração das bancadas e partidos no Knesset

A segunda maior força no Parlamento passou a ser o partido Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, que conquistou 21 cadeiras. Na sequência, o partido Juntos, encabeçado por Naftali Bennett, garantiu 12 assentos, enquanto a Lista Conjunta obteve 11 representantes.

Outras legendas também alcançaram representação ao superarem a cláusula de barreira estabelecida para o pleito. Entre elas estão Os Democratas e o Ra’am com oito cadeiras cada, seguidos por Yisrael Beytenu, Otzma Yehudit e Judaísmo Unido da Torá com sete assentos cada. O Shas e o Sionismo Religioso completam a lista com seis lugares cada.

Detalhamento da votação popular

O Likud registrou 1.167.458 votos válidos, representando 20,52% do total computado no país. O partido Yashar somou 913.502 votos, o equivalente a 16,05% da preferência do eleitorado nas urnas.

O comparecimento total da população atingiu o índice de 77,9%. Foram contabilizados mais de cinco milhões de sufrágios, sendo a esmagadora maioria considerada válida pelas autoridades eleitorais competentes.

Próximos passos e articulações políticas

As autoridades eleitorais israelenses têm prazo estipulado até o dia 4 de novembro para a certificação oficial dos resultados. Na sequência, o presidente de Israel, Isaac Herzog, conduzirá reuniões com os líderes partidários para avaliar as alternativas de coalizão.

O presidente indicará o político com maiores chances de negociar apoios para formar o próximo governo. Caso as tentativas de acordo fracassem sucessivamente entre os nomes indicados pelo Parlamento, o país poderá enfrentar a convocação de novas eleições gerais.

Fonte: jornalopcao.com.br

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