Meta enfrenta investigação do Ofcom por falhas de segurança no Instagram
O Ofcom, órgão regulador de mídia do Reino Unido, iniciou formalmente uma investigação contra a Meta nesta terça-feira, 6. A apuração foca no lançamento do recurso Instagram Instants, disponibilizado em maio, sob a suspeita de que a gigante da tecnologia falhou ao não realizar uma avaliação de risco rigorosa antes de colocar a funcionalidade no mercado.
A preocupação central das autoridades britânicas reside na segurança dos usuários, especialmente menores de idade, e na exposição a conteúdos ilegais. Segundo o regulador, a implementação de novas ferramentas digitais exige um processo de verificação de segurança tão rigoroso quanto o aplicado a produtos físicos, como automóveis, para prevenir danos aos consumidores.
Regulação e riscos do Instagram Instants
O recurso em questão, voltado para o compartilhamento de publicações temporárias, está sob escrutínio por possíveis violações da legislação de segurança online vigente no Reino Unido. Caso a investigação comprove negligência por parte da empresa, a Meta pode enfrentar sanções severas, incluindo multas que podem atingir até 10% de seu faturamento global anual.
O Ofcom enfatizou que a conformidade com as normas de proteção digital é obrigatória para todas as plataformas de redes sociais. A investigação busca determinar se a empresa priorizou a inovação em detrimento da segurança dos usuários ao omitir etapas cruciais de análise de impacto antes do lançamento oficial.
Defesa da Meta e medidas de proteção
Em resposta à abertura do processo, um porta-voz da Meta defendeu a postura da companhia. Segundo a empresa, todas as diretrizes foram seguidas, incluindo a notificação prévia ao regulador sobre o lançamento do recurso e a realização de análises internas de risco para identificar potenciais vulnerabilidades.
A empresa destacou ainda que implementou salvaguardas nativas específicas para proteger o público jovem, como o bloqueio automático de capturas de tela e restrições de privacidade. A Meta reforçou que apoia o debate público sobre regulações complementares, desde que contem com a participação ativa da sociedade civil para equilibrar inovação e segurança.
Fonte: cartacapital.com.br