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Prisão em flagrante por homicídio e estupro de vulnerável após morte de criança em Novo Gama

Uma menina de 2 anos morreu nesta quarta-feira, 4, após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Novo Gama, localizada no Entorno do Distrito Federal. A criança apresentava lesões pelo corpo e sinais evidentes de violência sexual, mobilizando as autoridades de segurança pública e a equipe médica do município.

O padrasto da vítima, de 23 anos, foi preso em flagrante pelas autoridades e agora é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio. O caso chocou a comunidade e gerou ampla repercussão policial devido à gravidade das lesões constatadas durante o atendimento de emergência na unidade de saúde.

Atendimento médico e constatação de lesões graves

A Polícia Militar de Goiás foi acionada por profissionais de saúde por volta das 8h, logo após a chegada da criança à unidade em estado de parada cardiorrespiratória. A equipe médica identificou rapidamente lesões severas nas partes íntimas da menina, incluindo dilacerações na região da vagina e do ânus, incompatíveis com qualquer acidente doméstico.

O suspeito havia levado a vítima à UPA após pedir auxílio a transeuntes na rua. De acordo com os relatos repassados aos policiais, ele alegava que estava dando banho na enteada quando ela teria sofrido uma queda, justificativa que foi imediatamente descartada pelos médicos devido ao padrão das marcas encontradas.

Contradições na versão do suspeito e investigações em curso

Durante os procedimentos iniciais na delegacia, o padrasto negou veementemente as acusações referentes ao estupro e à morte da criança. Ele manteve a versão de que o episódio decorreu de um acidente doméstico durante o banho, argumento totalmente refutado pelo relatório técnico elaborado pelos profissionais da saúde.

A mãe da menina também foi conduzida pelas autoridades para prestar esclarecimentos formais. Em seu depoimento, ela relatou que havia deixado a filha sob os cuidados do companheiro após sair de residência. As apurações oficiais continuam sob a responsabilidade da Polícia Civil no município de Luziânia.

Relatos de familiares sobre histórico de violência e antecedentes criminais

O avô da criança, Klinger de Oliveira, de 43 anos, afirmou em entrevistas que o casal estava junto há aproximadamente três meses e que a menina costumava passar os fins de semana com eles. Cerca de quinze dias antes do óbito, o familiar notou o surgimento de hematomas pelo corpo da neta e alertou a mãe, embora nenhum providenciamento efetivo tenha evitado o desfecho trágico.

Dados levantados pela polícia revelaram ainda que o homem preso possui antecedentes criminais no estado de Mato Grosso, com registros por homicídio, tráfico de drogas, integração a organização criminosa e violência sexual. O histórico aponta ligações com facções criminosas, reforçando a gravidade do perfil do investigado que havia se mudado recentemente para a região.

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Fonte: jornalopcao.com.br

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