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Lula nega influência sobre ministros do Supremo e defende autonomia entre Poderes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, nesta 5ª feira (1º.out.2026), que não solicita favores aos magistrados do Supremo Tribunal Federal, mesmo àqueles que foram indicados por ele durante seus mandatos. A afirmação foi feita durante participação no Flow Podcast, em resposta a questionamentos sobre a atuação da Corte em processos de alta relevância política.

Relação com o Judiciário e o pedido de vista de Flávio Dino

O questionamento central do apresentador Igor Coelho girou em torno de um possível pedido de celeridade no julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O entrevistador indagou se o presidente teria abertura para solicitar que o ministro Flávio Dino agilizasse a análise do caso antes do pleito eleitoral, dada a proximidade histórica e política entre ambos.

Lula refutou a possibilidade de interferência, reforçando a necessidade de manter a independência institucional. Ele destacou que, embora tenha indicado diversos nomes para o tribunal ao longo de sua trajetória política, sua postura é de não buscar benefícios pessoais ou decisões favoráveis por meio de contatos diretos com os magistrados.

O histórico de decisões contrárias e a visão sobre o cargo

Para ilustrar sua posição, o presidente relembrou o período em que esteve detido, entre abril e novembro de 2018. Naquela ocasião, a maioria dos ministros da Corte havia sido nomeada por suas gestões anteriores, o que, segundo ele, não impediu decisões desfavoráveis aos seus interesses pessoais.

O petista citou especificamente o ministro Dias Toffoli, que negou seu pedido para comparecer ao velório de seu irmão enquanto estava preso. “Eu não peço favor, não indico ninguém em cargo nenhum para me fazer favor. Isso é uma coisa de caráter”, afirmou o presidente, reforçando que sua responsabilidade é zelar pela conduta ética e que, caso cometa erros, deve ser investigado como qualquer cidadão.

Respeito à autonomia entre os Poderes da República

Ao abordar a dinâmica política atual, Lula enfatizou que a governabilidade depende do respeito estrito à autonomia de cada instituição. Para o presidente, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal possuem funções distintas e fundamentais para a democracia brasileira.

O presidente ainda teceu elogios à trajetória de Flávio Dino, descrevendo-o como um magistrado competente. Dino, que possui um histórico como deputado federal, governador do Maranhão e ministro da Justiça, foi apontado por Lula como um nome qualificado para o posto. Para mais detalhes sobre o funcionamento da Corte, consulte o portal oficial do Supremo Tribunal Federal.

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