Lula avança no Sudeste e empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro em nova pesquisa
A disputa pela Presidência da República em 2026 ganha novos contornos com a divulgação de um levantamento realizado pelo instituto Quaest nesta segunda-feira, 28. Os dados revelam que o presidente Lula (PT) mantém a liderança na corrida eleitoral para o primeiro turno, registrando 39% das intenções de voto, o que representa uma vantagem de cinco pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 34%.
Cenário de empate técnico no Sudeste
A região Sudeste, que detém o maior colégio eleitoral do país, tornou-se um ponto de equilíbrio na sondagem. O presidente Lula registrou um crescimento, subindo de 30% para 33%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 36% para 35%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os dois candidatos encontram-se tecnicamente empatados no território.
Desempenho regional e disparidades
O levantamento aponta dinâmicas distintas conforme a localidade. No Sul, Flávio Bolsonaro ampliou sua vantagem, alcançando 41% contra 27% de Lula, com margem de erro de seis pontos. No Centro-Oeste, o cenário segue favorável ao candidato do PL, que subiu para 44% das intenções de voto, enquanto o petista atingiu 29%.
Em contrapartida, o Nordeste permanece como um reduto consolidado para o atual presidente. Lula lidera com 56% das intenções de voto, mantendo uma distância expressiva em relação aos 24% atribuídos a Flávio Bolsonaro. No Norte, o presidente também detém a liderança numérica, com 42% frente a 38% do senador, dentro de uma margem de erro de oito pontos.
Metodologia e contexto da pesquisa
A pesquisa foi realizada entre quinta-feira e domingo, ouvindo 2.004 eleitores em todo o território nacional. Com um nível de confiança de 95% e margem de erro geral de dois pontos percentuais, o levantamento está devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06520/2026. Os números refletem a polarização acentuada que marca o pleito, evidenciando a disputa estratégica por regiões-chave para a definição do próximo governo.
Fonte: cartacapital.com.br