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Lula aponta combate à abstenção como prioridade estratégica para o segundo turno

O presidente Lula (PT) estabeleceu o enfrentamento à abstenção eleitoral como o principal desafio da campanha para o segundo turno das eleições de 2026. Em reunião de coordenação realizada nesta segunda-feira (5), o chefe do Executivo destacou a necessidade de reconquistar o interesse dos eleitores que se ausentaram das urnas no primeiro pleito.

Estratégia para reduzir a abstenção eleitoral

Dados oficiais indicam que a abstenção atingiu 21,08% no primeiro turno, totalizando cerca de 33,4 milhões de cidadãos que não compareceram aos locais de votação. Este índice representa o maior patamar registrado desde 1998, um cenário que preocupa a cúpula petista na busca por votos decisivos.

Segundo o presidente, a responsabilidade de reverter esse quadro pertence à própria campanha. O objetivo é devolver ao eleitor a motivação necessária para participar do processo democrático, combatendo o desinteresse que marcou a primeira etapa da disputa eleitoral.

Confronto direto com a oposição

Durante o encontro, Lula reforçou a necessidade de uma postura assertiva contra o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), a quem classificou como um “herdeiro do fascismo”. A orientação é que a campanha foque em desnudar as propostas e o projeto político que sustentam a candidatura da oposição.

O presidente enfatizou que os próximos 20 dias devem ser dedicados a expor as diferenças entre os projetos em disputa. A estratégia abandona a busca por erros cometidos por terceiros para priorizar a comunicação direta sobre o futuro do país.

Coordenação e alinhamento político

A reunião contou com a presença de figuras centrais da base aliada para alinhar o discurso e as ações de mobilização. Entre os participantes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o presidente do PT, Edinho Silva, e governadores como Jerônimo Rodrigues (PT), Rafael Fonteles (PT) e Lucas Ribeiro (PP).

O grupo avaliou os resultados do primeiro turno e discutiu ajustes táticos para o período final. Para mais informações sobre o cenário político atual, acompanhe a cobertura completa no portal Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte: cartacapital.com.br

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