Bancos sobem juros do financiamento imobiliário em outubro com crédito mais caro
O mercado imobiliário brasileiro registrou novas pressões no encerramento de outubro, com grandes instituições financeiras elevando as taxas cobradas no crédito imobiliário. Os reajustes aplicados por bancos de relevância nacional impactam diretamente o custo de aquisição da moradia para os consumidores, refletindo o cenário macroeconômico de aperto monetário e a alta nas taxas futuras de referência.
As mudanças tarifárias atingiram marcas tradicionais do setor bancário, alterando patamares que vinham sendo praticados para o financiamento de longo prazo. A alta reflete o encarecimento das operações de crédito em decorrência da volatilidade econômica e da necessidade de reajuste das linhas voltadas à habitação.
Reajuste nas taxas de financiamento imobiliário
No Bradesco, a taxa de juros aplicada à maioria dos clientes passou de 11,69% para 15% ao ano, representando uma alta de 3,31 pontos porcentuais no período. No Itaú, o piso de contratação subiu de 11,99% para 12,95%. Já no Santander, os percentuais foram reajustados de 11,69% para 12,49%, sempre acrescidos da Taxa Referencial.
Essas movimentações acompanham a disparada dos juros futuros, que servem como principal parâmetro para as operações de crédito de longo prazo no país. Até o fechamento do mês, no dia 30 de outubro, a Caixa manteve sua tabela de taxas inalterada, diferenciando-se dos concorrentes privados.
Impactos econômicos e reestruturação de dívidas
O cenário de restrição financeira também atingiu o setor corporativo e o consumo de massa. A rede Chilli Beans protocolou pedido de recuperação extrajudicial para renegociar 340 milhões de reais em dívidas bancárias, contando com um aporte de até 50 milhões de reais para recompor o fluxo de caixa.
A escalada dos custos de empréstimo e das taxas de rolagem, agravada desde o período pandêmico, reduziu a margem operacional das empresas e pressionou o poder de compra nas compras parceladas. O acordo judicial busca compatibilizar os compromissos financeiros da rede com sua capacidade de pagamento atual, preservando as obrigações com fornecedores e funcionários.
Novas regras para vales-refeição e alimentação
A partir de novembro, o mercado de benefícios corporativos passa a adotar a interoperabilidade entre maquininhas. Os cartões de vale-alimentação e vale-refeição devem funcionar em qualquer terminal credenciado, independentemente da empresa emissora, sem alteração no valor nominal recebido pelos trabalhadores.
A regulamentação estabelece um teto de 3,6% para as taxas cobradas dos comerciantes e fixa o prazo máximo de 15 dias corridos para o repasse dos valores das vendas aos estabelecimentos. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes apontou que persistem desafios técnicos para a plena implementação da medida, o que pode gerar entraves operacionais temporários no atendimento ao público.
Expansão do mercado automotivo de luxo e saúde
No setor de veículos, a montadora BYD confirmou a introdução da marca superpremium Yangwang no Brasil prevista para 2027. O portfólio contará com modelos de alta performance e tecnologia avançada, como o SUV U8 e o superesportivo elétrico U9, voltados a consumidores de alto poder aquisitivo.
Paralelamente, o setor farmacêutico registrou novos avanços regulatórios com a aprovação pela Anvisa de novas opções terapêuticas para diabetes e obesidade. A ampliação da oferta de tratamentos e a entrada de concorrentes no mercado nacional contribuem para a queda gradual nos preços dos medicamentos nos últimos meses, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde.
Fonte: cartacapital.com.br