Cidades

Empresária defende fim da escala seis por um e relata alta produtividade

A discussão sobre a alteração nas jornadas de trabalho ganhou força após a aprovação de novas diretrizes que reduzem o limite semanal de 44 para 40 horas. Enquanto críticos apontam potenciais riscos para o setor de comércio e serviços, relatos de empreendedores que já aplicam modelos reduzidos demonstram resultados positivos na operação e no rendimento das equipes.

Entre as vozes favoráveis à mudança está a empresária Isabela Raposeiras, dona do Coffee Lab, que adota jornadas de quatro ou cinco dias de trabalho desde a fundação do negócio. Para ela, o modelo tradicional de seis dias de labor para um de descanso é insustentável e prejudicial tanto para o funcionário quanto para a eficiência da empresa.

Impacto operacional e lucros maiores com menos desgaste

A experiência prática na cafeteria e escola de baristas demonstra que é possível manter a operação diária sem sobrecarregar o quadro de colaboradores. Das dezenas de profissionais contratados, parte já atua com cinco dias de trabalho e folgas regulares, enquanto outros operam em regime de quatro dias trabalhados e três folgas rotativas.

Segundo a consultora, o descanso adequado reduz o esgotamento físico e mental, diminuindo faltas e a alta rotatividade de funcionários. Reduzir custos com rescisões e absenteísmo compensa eventuais desafios na reorganização das escalas, gerando um ambiente corporativo mais estável e lucrativo.

Produtividade elevada através do descanso

O ganho de tempo livre fora do ambiente profissional reflete diretamente na qualidade do atendimento prestado ao consumidor final. Funcionários descansados demonstram maior engajamento e disposição nas tarefas diárias, o que impulsiona o faturamento de estabelecimentos que passam por essa transição.

Para otimizar os processos internos, a orientação inicial aos gestores é a imersão direta na rotina operacional do negócio. Compreender os gargalos e as necessidades reais da equipe no dia a dia permite redesenhar fluxos de trabalho sem comprometer a entrega de produtos ou serviços.

Valorização do capital humano nas empresas

A crítica ao modelo tradicional aponta que o discurso de que o país pode enfrentar dificuldades econômicas desconsidera o peso real da força de trabalho. Milhões de brasileiros permanecem em regimes exaustivos, o que evidencia a vulnerabilidade de grande parte dos trabalhadores ocupados em jornadas extensas.

A mudança estrutural nas regras de contratação e descanso recoloca o elemento humano no centro da estratégia empresarial. Tratar colaboradores como ativos essenciais, e não apenas como despesas operacionais, fortalece as relações de trabalho e promove um desenvolvimento econômico mais equilibrado.

Fonte: cartacapital.com.br

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